BIOLOGIA PESQUEIRA
HISTÓRIA
A Biologia Pesqueira ou Biologia Marinha é um estudo praticamente novo.
Este campo novo vem de cem anos para cá e começou com uma excursão de um navio Inglês
chamado Challanger entre 1.872 a 1.876 com feito meramente oceanográfico nas águas do
oceano Atlântico. Nesta viagem as equipes de zoólogos, biólogos etc. chegaram à conclusão
sobre a quantidade de peixes comercias que habitavam certas áreas. Foi feito um relatório e foi
tirada uma conclusão sobre os estoques de peixes que até então não se conhecia. Esta
expedição veio abrir um horizonte na visão dos pesquisadores. A importância veio com uma
visão aglutinada para uma metodologia racional com relação à exploração dos estoques
explorados na época.
Em 1.880 foi fundada a Junta de Investigações Pesqueira com sede na Escócia, por um
aglomerado de países que tinham interesse na atividade de pesca que ali reuniram para
orientar os recursos.
Em 1.884 foi criada a Associação de Biologia Marinha do Reino Unido com sede no
próprio Reino Unido. Na época o interesse seria da Inglaterra e Escócia, que pode ter havido
uma diplomacia para tal associação ser formada fora destes dois países.
Em 1.901 foi criado o Conselho Internacional para Exploração do Mar, com sede na
Escandinávia. Este conselho atualmente ainda existe e é maior órgão que rege a pesca
internacional. Neste Conselho tem o Conselho Sul Americano de Pesca do Atum que é
subordinado ao Conselho Internacional para a Exploração do Mar. Há vários Conselhos filiados
a ele por países que pescam.
Quando este foi criado tinha as suas funções de
Coordenar os programas de investigações;
Publicar os dados básicos;
Executar as análises dos dados;
Promover o livre intercâmbio de informações.
Quando estas funções foram ocorrendo em função do tempo foi se fixando a certeza de
que os recursos explorados do mar eram vulneráveis ao esforço de pesca; os recursos de
pesca marinha têm interferência. Houve a idéia de preservar os recursos que é o objetivo da
Biologia Pesqueira, que representada no seguinte gráfico abaixo:
O esforço de pesca deve ser regulado para alcançar uma produção máxima.
Conservando o esforço máximo a produção poderá aumentar. O gráfico acima mostra o
objetivo da biologia pesqueira que tem o interesse de preservar e indicar o caminho para a
pesca racional de um recurso pesqueiro.
DEFINICÃO –É a ciência aplicada que estuda a biologia dos animais aquáticos e a
dinâmica de suas populações tendo em vista a exploração racional pela pesca. O objetivo da
biologia pesqueira estabelece um nível de esforço de pesca capaz de alcançar com ele uma
produção máxima sustentável.
A DINÂMICA DA POPULAÇÃO – É o campo da biologia pesqueira que trata dos
índices de nascimento, crescimento e morte as populações. Qual é a taxa de nascimento? A
taxa de crescimento? O índice de mortalidade natural e artificial (pela pesca)? Estas perguntas
são respondidas pela dinâmica populacional. A morte causada pela pesca deve ser estudada,
pois, a população não estava prevendo esta mortalidade, somente existia no estoque a
mortalidade biológica. A dinâmica populacional estuda os recursos pesqueiros deste o
nascimento até a morte.
CAMPOS DA BIOLOGIA PESQUEIRA
Estudar a história natural dos estoques;
Estudar a dinâmica das populações.
OBJETIVO
Delimitar os estoques e as unidades populacionais;
Estudar as taxas nas quais o animal aquático estudado nasce, cresce, se reproduz e morre.
POPULAÇÃO – É o grande universo de onde se extrai através da biologia pesqueira,
utilizando amostras, os valores numéricos que possibilita estimar as suas características. A
população pode ser divida em:
População biológica – É o conjunto de indivíduos da mesma espécie que vivem na
mesma área com ou sem barreira geográfica. É a população que vamos estudar as suas
características. Dos fenômenos que ali ocorre, por amostragem, para podermos
estender a população de um modo racional.
População estatística – É o conjunto de eventos expressados pelos valores numéricos. É
uma população estimada através da matemática calculada.
ESFORÇO DE PESCA – É o tempo efetivo gasto por uma determinada arte de pesca
na captura de um recurso pesqueiro. Exemplo: o tempo que um manzoá leva em baixo da água
para capturar determinada quantidade de lagosta, manzoá/dia. O tempo que um barco leva
para capturar uma determinada quantidade peixe, barco/semana. O tempo que um homem leva
para capturar certa quantidade de peixe, homem/hora. O tempo que um anzol leva para
capturar uma determinada quantidade de peixe, anzol/dia.
CONSERVAÇÃO DE UM ESTOQUE – É a utilização racional deste estoque. Deve-se
manter a população de um estoque em exploração no nível sustentável economicamente e a
integridade desta população. Não se deve dar um esforço acima do que o estoque aguenta.
Todas as tecnologias do que levam a utilização racional, estão empregadas no termo
conservação. Ela pode ser na pesca ou fora dela e que tem como objetivo a conservação do
estoque.
RECRUTAMENTO – É o fenômeno pelos quais novos indivíduos entram ou começam a
fazer parte da população que está disponível à pesca. A época do recrutamento deve sempre
coincidir com a época do amadurecimento sexual.
NATALIDADE – É a quantidade de indivíduos que nascem em um instante determinado
na população chamado de delta t. Não interessa se os indivíduos que nasceram farão parte ou não
mais tarde da população disponível à pesca.
MORTALIDADE – É a quantidade de indivíduos que morrem em um determinado
instante t determinado. A mortalidade pode ser:
Natural – Mortalidade causada por característica naturais do estoque, como por
exemplo, a mortalidade por predação, etc.
Pela pesca – É a mortalidade causada pelas artes de pesca. A mortalidade natural e a
mortalidade pela pesca são conhecidas por mortalidade total da população.
MORTANDADE – É uma grande mortalidade que não se repete periodicamente,
causada por um fator aleatório que está fora de controle e mata muitos indivíduos em pouco
tempo.
ABUNDÂNCIA – É o número absoluto de indivíduos que compõem a população em
determinado momento, quer seja jovens ou adultos.
DISPONIBILIDADE – É o ato de um recurso pesqueiro estar ou não possível de ser
capturado por uma arte de pesca. A disponibilidade pode ser calculada sabendo o tamanho da
população através de muitas capturas.
CAPTURA POR UNIDADE DE ESFORÇO (CPUE) – É calculado a partir de um
número de indivíduos capturados por o número de artes de pesca empregadas. A CPUE pode
medir se esta havendo uma pesca excessiva, se o esforço está causando transtorno de
desequilíbrio. Portanto mede o índice de captura.
CPUE = Nº de indivíduos capturados
Nº de artes de pesca empregadas
ECOSSISTEMA – (Eco = ambiente, casa + sistema = complexo ambiental). Tudo que
compõem um determinado ambiente, sofrendo as adaptações do ambiente em que vivem.
BIOMASSA – É a quantidade viva que se pode extrair de um determinado estoque, antes
e depois de pescado. A biomassa diz respeito tanto na população disponível à pesca ou não.
CLASSE ETÁRIA - É a quantidade de indivíduos que nasceram em um determinado
instante da população.
DENSIDADE – É o número de indivíduos por área ou por volume.
ESTUDO DA IDADE E CRESCIMENTO DOS PEIXES UTILIZANDO A
LEPIDOLOGIA (ESCAMAS) - Lepidologia é o ramo da ciência que estuda as escamas
dos peixes. Quando o peixe cresce a escama também cresce proporcionalmente. Tudo que
ocorre com o peixe fica um registro na sua escama em forma de um anel. A escama serve para
dar proteção ao peixe do meio externo.
Aquicultura 1
UNIDADE I – INTRODUÇÃO À AQUICULTURA
A Aquicultura é a atividade que realiza o cultivo de organismos aquáticos, incluindo, a
piscicultura, carcinicultura, ranicultura e outras. É considerada uma metodologia antiga de
criação de insumos aquáticos em tanques ou em cercados no ambiente natural, que tem
crescido muito no Brasil.
Segundo Vinatea & Muedas (1998), esta pode ser considerada uma das alternativas
para enfrentar o desafio socioeconômico que ocorrerá no país no próximo século, desde que
preparada para atender às autênticas necessidades da realidade aonde a tecnologia vir a ser
aplicada.
1. Considerações gerais sobre a prática da aquicultura no Brasil e no mundo.
A procura por produtos pesqueiros cresce mundialmente, superando a oferta, o que vem
provocando manutenção e até mesmo a elevação de preço de vários pescados, notadamente
dos oriundos da pesca extrativista. As principais razões para o incremento do consumo são: o
incremento populacional, o aumento de renda, principalmente das classes médias emergentes
de países em desenvolvimento e os cuidados com a saúde, no primeiro mundo.
A disponibilidade média de peixes por pessoa vem diminuindo anualmente e a demanda
atual já não pode ser satisfeita. Uma vez que o consumo per capita nos países desenvolvidos está estabilizado em torno de 20 a 25 kg ao ano, nos países em desenvolvimento esse
consumo vem crescendo muito. Passou de 9 kg/habitante/ano, em 1980, para 15 kg em 2000.
Uma das exceções foi o Brasil, onde o consumo seguiu estabilizado em cerca de 7
kg/habitante/ano, bem abaixo dos 12,0 kg recomendados, pela Organização Mundial da Saúde
- OMS.
O mapa abaixo expõe as faixas de consumo por região do planeta.
Figura 1 - Consumo per capita de pescado em nível mundial (adaptado de http://www.fao.org/).
1.1.1 Produção Mundial
O último relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação
(FAO) indica que, em 2004, 25% dos recursos pesqueiros mundiais estavam superexplorados
ou esgotados (17% super explorados, 7%, esgotados e 1% se recuperava do esgotamento) e
que 52% vinham sendo explorados no seu nível máximo. Isso significa que três quartos dos
recursos pesqueiros do mundo encontravam-se ameaçados, o que significa que eles não
possibilitam um incremento sustentável de suas capturas.
O relatório também ressalta que, em níveis mundiais, a aquicultura segue crescendo
mais rapidamente que qualquer outro setor de produção de alimentos de origem animal, numa
taxa média anual continuada de crescimento, desde 1970, de 8,8% ao ano. Enquanto os
demais sistemas de produção terrestre de proteína animal (suinocultura, bovinocultura,
ovino/caprinocultura e avicultura) cresceram, no mesmo período, uma média anual de 2,8% e
a pesca de somente 1,2%.
1.1.2 Produção no Brasil.
De cerca de um milhão de toneladas de pescado produzidas pelo Brasil em 2004, mais
de 260 mil toneladas vieram da aquicultura, ou seja, se comparadas as 48,9 milhões toneladas
da China, vemos que ainda há muito espaço para crescer.
Dentre as vantagens comparativas que colocam o Brasil em situação privilegiada parase tornar um grande produtor mundial no mercado do pescado citamos:
Sua costa marítima de 8,4 mil quilômetros;
Possuir a maior reserva (13% de toda a água doce superficial do planeta) do mundo;
Dispor de reservatórios hidrelétricos que alagam 5,5 milhões de hectares e podendo ser utilizados pela pesca e aquicultura em tanques- rede;
Dispor de mão de obra e terras baratas e em grande quantidade, para a construção e
operação de viveiros escavados;
Ser líder mundial e/ou país mais competitivo do mundo na produção de carnes suína, de
frango e bovina;
Possuir abundância de grãos e fábricas para produção de rações de organismos aquáticos;
Dispor de ótimas condições climáticas para a criação de pescado, com a possibilidade
de produção durante os 365 dias do ano.
Nos últimos oito anos com estatística oficial publicada houve crescimento tanto da pesca
extrativa quanto da aquicultura brasileira. A Tabela abaixo mostra a produção total (t)
participação relativa (%) da pesca extrativa e da aqüicultura em águas marinhas e continentais.
desenvolvimento econômico através do aproveitamento de áreas de baixa ou nula aptidão
agrícola e pela agregação de valor à produção nacional de grãos. Dessa forma pode
desempenhar um papel importantíssimo na inclusão social de milhares de trabalhadores, pois é
uma atividade altamente demandadora de mão de obra, cerca de duas vezes superior a
fruticultura irrigada, e de micro e pequenos proprietários rurais e pescadores.
Histórico e importância econômica da Aquicultura
Apesar do seu histórico milenar, a atividade aquícola e pesqueira mundial apresentou
seu grande progresso produtivo somente a partir de meados do século passado. No caso da
pesca extrativa, a produção mundial teve seu avanço a partir da década de 1950 com a
evolução da tecnologia de captura e dos métodos de conservação e processamento do
pescado. No caso da aquicultura esse avanço foi mais recente, notoriamente nas últimas
décadas do século XX, com o desenvolvimento do cultivo de inúmeras espécies marinhas e de
água doce.
De uma forma geral, a produção mundial de pescado vem apresentando taxas de
crescimento nos últimos 50 a 60 anos. Entretanto, comparando individualmente, vemos que a
pesca extrativa tem apresentado uma tendência de decréscimo ou quase nenhum crescimento
desde os anos 1990. Neste mesmo período, a aquicultura, atividade mais recente, vem
evoluindo vertiginosamente, garantido um aumento geral na oferta de pescado mundial.
A aquicultura moderna está embasada em três pilares: a produção lucrativa, a
preservação do meio ambiente e o desenvolvimento social. Os três componentes são
essenciais e indissociáveis para uma atividade perene.
A produção deve ser encarada como um processo que envolve toda a cadeia produtiva,
visto que cada elemento que a compõe tem seu papel, razão pela qual qualquer elo fraco
limitará o desenvolvimento da atividade. Assim, a aquicultura pode ser uma grande alavanca de
desenvolvimento social e econômico, pois possibilita o aproveitamento efetivo de recursos
naturais locais e gera riqueza, com a formação de novos nichos econômicos, promovendo
oportunidade para investimentos externos. Além disso, cria postos de trabalho assalariado ou
auto-emprego, melhorando a qualidade de vida da população local, com ganhos significativos
para a economia regional e nacional.
A atividade, no entanto, deve ser bem planejada, considerando as características das
comunidades das áreas em que for implantada, harmonizando, assim, o processo produtivo
com a cultura local, bem como considerando a preservação ambiental como parte do processo
produtivo. Não se pode conceber o desenvolvimento de técnicas de manejo, para aumentar a
produtividade, sem uma avaliação prévia dos impactos ambientais produzidos.(BORGHETTI e
OSTRENSKY, 2000; VALENTI, 2000).
A importância econômica da aquicultura no mundo é referendada pelo constante e
expressivo crescimento de sua produção, que, em 1997, atingiu 36,05 milhões de toneladas,
dos quais, 52,8% são de peixes, 24,5% de algas, 18,3% de moluscos, 4,1% de crustáceos e 0,3% de outros organismos. O valor dessa produção atingiu US$ 42.318.054,00, sendo 54,9%
correspondente a peixes, 17,4% a camarões, 13,8% a algas, 12,9% a moluscos e apenas 1%
aos demais organismos (OSTRENSKY et al., 2000). Hoje, a aquicultura é vista como a principal
alternativa para suprir a demanda mundial de produtos aquáticos. O principal mercado
consumidor de produtos marinhos cultivados são os Estados Unidos (259.552 t – 1998),
seguido do Japão (238.906 t – 1998) e da Comunidade Europeia (203.693 t – 1994). O
mercado asiático vem emergindo ao longo dos anos.
O Brasil obteve, pela primeira vez em sete anos, superávit na balança comercial de
pescado, que fechou o ano de 2001 com um saldo positivo de US$ 22,6 milhões. O camarão foi
o principal responsável por esse superávit, cuja exportação se elevou de US$ 33,8 milhões em
1996 para aproximadamente US$ 130 milhões em 2001. A realização de seu potencial tem
permitido que o Brasil suba no “ranking” dos produtores mundiais, reduzindo a distância que o
separa da China, atualmente, o líder mundial no comércio de produtos derivados da aquicultura
(OSTRENSKY et al., 2000).
No Brasil, em 1999, a produção total proveniente da aquicultura foi 115.398 t (VALENTI,
2000), o que representa uma receita de R$ 300 milhões, gerada, por cerca de 100.000
produtores espalhados por todo o país, em uma área total cultivada de 80.000 hectares. Em
relação a 1991, o aumento foi de 393%, com crescimento médio de 26% ao ano.
1.3 Características desejáveis num organismo cultivado
Poucas espécies são aproveitadas para o cultivo. Uma espécie, dificilmente, costuma
reunir todos os requisitos que a recomende para o cultivo, isso se deve ao fato de que alguns
desses requisitos sejam eliminatórios ou possam desestimular o piscicultor em razão da baixa
margem de lucros.
Para que uma espécie possa ser utilizada em cultivo, essa deve apresentar algumas
características básicas, tais como:
a) Adaptação ao clima: é uma característica limitante, na qual norteia a distribuição das
espécies, consideradas no geral como de águas quentes ou frias. Como os peixes apresentam
praticamente a mesma temperatura da água, cada espécie possui limites máximo e mínimo,
além dos quais seu metabolismo fica comprometido, podendo sobrevir, inclusive, a morte. A
temperatura do meio e o teor de oxigênio dissolvido são fatores decisivos no desenvolvimento
do processo.
Os salmonídeos e as trutas são exemplos de espécies de águas frias com temperatura
variando entre 10°C e 20°C e, portanto, altamente oxigenadas. Caso essas espécies sejam
transferidas para ambientes acima de 20°C, as mesmas morreram não pelo fato da elevação
da temperatura, mas sim em razão da falta desse gás vital.
Já as espécies de clima tropical, por exemplo, o tucunaré e outras espécies das regiões
Norte e Nordeste do país, não suportam variações bruscas de temperaturas de algumas áreas
da região Sudeste. Com a queda da temperatura, os indivíduos tendem a se alimentar em
quantidades menores, tornando-se fracos e predispostos a doenças.
A carpa comum possui grande resistência à variação de temperatura, pois consegue
sobreviver a flutuações de 0°C a 40°C.
b) Crescimento rápido: faz-se desejável que uma espécie consiga atingir peso e
comprimento comercial num menor período de tempo possível. A carpa comum e a tilápia do
Nilo são espécies altamente indicadas para o cultivo intensivo. A carpa consegue atingir 1Kg
em um ano e a tilápia de 700g a 1Kg, além de apresentar uma cadeia alimentar curta.
c) Reprodução no ambiente de cultivo: uma espécie só pode ser considerada
domesticada quando reproduz em cativeiro, de modo natural e fácil, produzindo quantidades
consideráveis de ovos e alevinos para a sustentação da produção.
Para as espécies que não se reproduzem naturalmente em tanques, utiliza-se um
método conhecido por hipofisação (aplicação de extrato da glândula hipófise de peixe e/ou
hormônios sintéticos em reprodutores machos e fêmeas próximos da reprodução).
d) Hábitos alimentares: para essa característica deve-se considerar as espécies que
possuem cadeia alimentar curta que abrangem os consumidores primários. Essas espécies
conseguem transformar diretamente os vegetais em proteína animal consumível pelo homem
com grande economia de energia. As espécies de cadeia alimentar intermediária possuem
regime alimentar misto (vegetais e animais invertebrados). Essas também conseguem
economia energética. Já as espécies de cadeia alimentar longa requerem alimento com teor
elevado de proteína animal. Elas reúnem as espécies que ocupam os níveis mais altos da
cadeia, cujo hábito alimentar leva a grande desperdício de energia.
Para as condições brasileiras, deve-se dar preferência às espécies de cadeia alimentar
curta, pois transformam alimentos pobres diretamente em proteína animal, oferecendo
elevadas produções a baixo custo.
e) Resistência ao superpovoamento: quando mais peixe puderem ser confinados em
um certo ambiente maior será o potencial de produção. Porém, elevadas taxas de povoamento
podem acarretar o surgimento de problemas diversos, tais como: diminuição ou paralisação de
crescimento e concentração de resíduos tóxicos em águas com pouca renovação (esses
problemas podem ser corrigidos ou contornados com o aumento da vazão, promovendo o
aumento no teor de oxigênio); maior facilidade de disseminação de doenças contagiosas;
canibalismo acentuado na fase inicial da vida. É de grande interesse econômico que as
espécies para o cultivo possuam resistência ao superpovoamento.
f) Rusticidade: refere-se à resistência dos peixes ao manuseio durante as fases da
criação, às variações de temperatura da água, ao ataque de doenças e tolerância aos baixos
teores de oxigênio dissolvido. Como exemplo de espécies que apresentam essa característica
pode-se mencionar as tilápias, o tambaqui e o pacu-guaçu.
g) Aceitação pelo mercado consumidor: não é interessante uma espécie apresentar
todas as características zootécnicas se sua carne não tiver aceitação no mercado consumidor.
A implantação de um cultivo intensivo de uma ou mais espécies deve ser precedida de uma
pesquisa de mercado.
É difícil uma espécie apresentar todas as características desejáveis em sua totalidade.
Entretanto, a ponderação desses requisitos aliados ao bom senso, permite a escolha de
espécies adequadas ao cultivo.
1.4 Considerações gerais sobre os sistemas de cultivo
A aceitação dos sistemas de criação de organismos aquáticos como um ecossistema
proporciona condições adequadas para o seu manejo e para a compreensão holística de suas
interações com o ambiente.
O sistema pode ser de cultivo intensivo ou extensivo. Desta definição dependem a
escolha do tipo de viveiro, o local e todas as decisões relacionadas às espécies e a produção.
O quadro abaixo apresenta uma comparação entre os dois sistemas de cultivo.
Há ainda o sistema conhecido como semi-intensivo, comum por ser economicamente
mais viável para pequenos produtores rurais. Esse sistema é o mais difundido no mundo todo.
No Brasil, o mesmo é encontrado em mais de 95% das pisciculturas e se caracteriza pela
maximização da produção de alimento natural (fito e zooplâncton, bentos e macrófitas) para
servir como principal fonte de alimento dos peixes. Outra restrição é que a alimentação de água
do viveiro deve somente repor a água perdida por evaporação e infiltração, sem que ocorra
renovação. Isso porque a adubação dos viveiros implica em custos, e a renovação de água, por
sua vez, implica em perda desses nutrientes.
CARACTERÍSTICAS DO AMBIENTE AQUÁTICO
Na natureza, todos os seres vivos dependem do ambiente que os envolve e são por ele
influenciados, às vezes de modo bastante acentuado,como acontece nos ambientes aquáticos.
A presença de alimento em quantidade suficiente e qualidade adequada para o crescimento
e a reprodução de um organismo é uma das condições mais importantes para que um
ambiente possa ser considerado como propício à sua existência.
No meio aquático, toda a vida animal está baseada na presença de vegetais microscópicos,
que constituem o fitoplâncton. Estes seres conseguem sintetizar compostos orgânicos,
simples, de elevado conteúdo energético, a partir do gás carbônico e de alguns sais minerais
dissolvidos na água.
Tal fato ocorre em presença da luz, através do processo de fotossíntese, cujo principal
agente é um pigmento verde, a clorofila, existente nas células vegetais. No desenvolvimento
desse processo, há liberação de oxigênio para o meio, que fica enriquecido desse gás.
Portanto, no ambiente aquático, o ciclo alimentar inicia-se com a síntese de compostos
orgânicos pelos seres clorofilados que compõem o fitoplâncton, principalmente as algas microscópicas,
na presença de luz e a partir do dióxido de carbono e dos sais minerais dissolvidos na
água.
A matéria orgânica sintetizada pode ser ingerida diretamente pelos peixes ou, então, servir
de alimentos a animais microscópicos, principalmente protozoários e micro crustáceos, que
constituem o zooplâncton. Alem destes, há os consumidores intermediários, como larvas de insetos,
vermes e crustáceos que, por sua vez, também figuram na alimentação de várias espécies
de peixes. Forma-se, assim, uma cadeia biológica alimentar, que se inicia na síntese orgânica
e termina no peixe. Pela mineralização dos organismos mortos, fecha-se a cadeia, voltandose
aos sais minerais e ao dióxido de carbono.
Conclui-se, então, que toda a vida animal, nela incluída a produção de peixes, tem por
suporte a produção vegetal. Esta varia de acordo com as propriedades físicas e químicas da
água, o que indica que, para o desenvolvimento de uma piscicultura racional, torna-se obrigatório
o conhecimento daquelas mais importantes.
Condições inadequadas de qualidade de água resultam em prejuízo ao crescimento, à
reprodução, à saúde, à sobrevivência, e à qualidade dos peixes, comprometendo o sucesso
dos sistemas aquaculturais. Inúmeros são as variáveis e os processos envolvidos com a qualidade da água. Sem a pretensão de abordar todos eles de forma exaustiva, este material didático
se limitará à discussão das variáveis e processos físicos, químicos e biológicos mais relevantes
ao manejo econômico da qualidade da água em ecossistemas aquaculturais.
Alteração na composição física, química e biológica do ambiente de cultivo e
suas consequências.
Com o crescente desenvolvimento da aquicultura, a qualidade da água vem tomando impulso
de grande interesse nesta linha de atuação, visto que, água em condições inadequadas
acarretará problemas no cultivo, podendo levar os organismos à morte. A manutenção da qualidade
de água em viveiros de piscicultura é requisito básico para o sucesso econômico do sistema
produtivo.
Esta qualidade pode ser influenciada por vários fatores como, por exemplo, a origem da
fonte de abastecimento de água e o manejo alimentar. O manejo inadequado em piscicultura
geralmente acelera o processo de eutrofização, deteriorando a qualidade da água, principalmente
pela administração de altas doses de ração e pela fertilização (orgânica ou inorgânica).
O enriquecimento artificial do ecossistema aquático principalmente de nitrogênio e fósforo
promove o crescimento excessivo de algas e plantas aquáticas muitas vezes ocasionando
mortandade de peixes devido ao déficit de oxigênio dissolvido na água.
Os viveiros e tanques de criação de peixes são ecossistemas dinâmicos que apresentam
baixa profundidade e fluxo contínuo de água, afetando diretamente as variáveis limnológicas ao
longo do dia e resultando em um balanço contínuo entre os processos fotossintéticos e respiratórios
das comunidades aquáticas presentes no meio.
Estes ambientes também possuem uma comunidade biótica composta por diversos organismos
altamente dependentes da qualidade da água e do equilíbrio entre organismos planctônicos
e o meio ambiente, o que torna o monitoramento dos parâmetros limnológicos (variáveis
físicas, químicas e biológicas) imprescindível para a produção de peixes.
As variáveis físico–químicas mais apropriadas à qualificação da água de viveiros são:
oxigênio dissolvido; pH; dióxido de carbono livre; alcalinidade total; dureza; condutividade elétrica;
temperatura; transparência; nutrientes; abundância de plâncton. Entretanto, para efetuar o
controle de qualidade de água em piscicultura, deve-se abordar um programa de monitoramento
condizente aos objetivos da investigação, ou seja, se para abastecer a piscigranja, assegurar
a saúde dos organismos, manter a produção primária ou controlar a descarga de efluentes, por
exemplo.
Oxigênio dissolvido – exposição frequente à baixos níveis de O2:
Reduz o crescimento;
Piora a conversão alimentar;
Aumenta a incidência de doenças e parasitoses
Reduz a sobrevivência dos peixes.
Para evitar problemas com baixos níveis de O2 dissolvido:
Manter transparência da água acima de 35cm;
Controlar níveis de arraçoamento;
Uso de aeração.
pH – problemas devido ao alto pH:
Aumenta o potencial tóxico da amônia;
Dificulta a excreção da amônia (auto-intoxicação por NH3): reduz o consumo do alimento,
reduz o crescimento, piora a conversão alimentar, aumenta a susceptibilidade á doenças,
reduz tolerância ao manuseio e transporte e aumenta a mortalidade.
Correção de problemas com a excessiva elevação no pH:
Calagem dos viveiros;
Controle do fitoplâncton - pode ser conseguido com a diluição dos nutrientes através
de: 1. maior renovação de água, com a redução dos níveis de arraçoamento; 2. redução da disponibilidade
de fósforo (aplicações de gesso ou sulfato de alumínio ou com o aumento da turbidez
por argila); 3. envenenamento total ou parcial com algicidas (sulfato de cobre AT/100 = gramas
de SC/m3 ou com Simazine: 0,25g/m3).
Gás carbônico (CO2) – Ao longo do cultivo, a respiração pode exceder a fotossíntese
(importante mecanismo de remoção do CO2), aumentando consideravelmente a concentração
de CO2 no sistema, a qual pode ultrapassar facilmente valores de 25mg/L.
Técnicas de manejo usadas para prevenir e controlar o acúmulo de quantidades indesejadas
de CO2 estão:
Manter uma alcalinidade mínima na água de 20ppm usando calagem, se necessário;
Prevenir uma estratificação térmica prolongada através de aeração e agitação
mecânica;
Adicionar água para diluir a concentração de CO2;
Aeração e mistura mecânica para facilitar a difusão do CO2.
Alcalinidade total – águas com alcalinidade total inferior a 30mg CaCO3/L
apresentam reduzido poder tampão e podem apresentar significativas flutuações diárias nos
valore de pH em função dos processos fotossintéticos e respiratórios nos sistemas
aquaculturais.
Correção da alcalinidade quando esta está abaixo do ideal:
Calagem dos viveiros.
Dureza – O ideal é que o valor da dureza esteja acima de 30mg de CaCo3/L,
acompanhando os valores de alcalinidade. A calagem também eleva a dureza da água.
Temperatura – temperaturas mínimas e máximas da água devem ser conhecidas de
modo a determinar a viabilidade do cultivo de uma espécie em particular.
Transparência – a visibilidade da água pode ser influenciada por partículas de solo
em suspensão (silte) em conjunto com, ou exclusivamente por fitoplâncton. A redução de
visibilidade causada por partículas do solo em suspensão pode ser ignorada se for condição
temporária durante 3 a 4 dias após fortes chuvas. A redução da visibilidade da água devido à
partículas de solo em suspensão causa redução do potencial produtivo e aumenta os ricos de
fracasso na produção.
Poluição sobre o ponto de vista da aquicultura
Sobre o desenvolvimento da aquicultura, é provável que seu maior entrave esteja nas
questões ambientais. Embora, em 2001, a atividade tenha gerado divisas da ordem de US$
107 milhões, a legislação da maricultura é ainda incipiente e inadequada (BORGHETTI e
OSTRENSKY, 2000; OLIVERA, 2002). Um histórico e comentários sobre a legislação relativa à
aquicultura no Brasil podem ser encontrados em SALDANHA NETO e PROENÇA (1996) e em
PROENÇA e OLIVEIRA NETO (2000).
A aquicultura tem sido divulgada como uma atividade não poluidora, mas o aquicultor
tem enfrentado sérios problemas burocráticos para conseguir permissões de desmatamento,
barramento e derivação de cursos d’água e escavação de viveiro. Para legalizar seu
empreendimento, necessita recorrer a várias instituições estaduais e a uma federal. Esse
procedimento, associado à necessidade de estudos hidrológicos e do preenchimento de uma
série de formulários, com as mais diversas informações sobre a propriedade e uso da água,
conduzem à contratação dos serviços de empresas (intermediários) que, nem sempre, estão
capacitadas para tal finalidade.
com o ambiente circundante. O desenvolvimento acelerado, e algumas vezes desordenado, por
exemplo, da carcinicultura, tem causado inúmeros conflitos, levando a atividade a ser acusada
de impactar negativamente o ambiente. Basicamente, são três os tipos de interações que a
aquicultura mantém com o ambiente:
a) Impactos do ambiente na aquicultura: O enriquecimento dos corpos aquáticos com
nutrientes pode trazer benefícios à produção aquícola em alguns sistemas de cultivo extensivo.
Contudo, o carreamento excessivo de dejetos urbanos e industriais pode ter desastrosas
consequências na atividade, principalmente quando expõe a produção a contaminações com
poluentes tóxicos, patógenos ou fitotoxinas. O aumento da poluição aquática e a degradação
física do hábitat aquático por outros empreendimentos podem levar à ocorrência de altas
mortalidades dos estoques, à disseminação de enfermidades e à redução da disponibilidade do
estoque natural de possíveis reprodutores, impactando também na composição, abundância e
distribuição do estoque natural, que se refletem na produção do pescado.
b) Impactos da aquicultura no ambiente: A reciclagem dos nutrientes e da matéria
orgânica através dos sistemas de cultivo integrados é reconhecida como uma benesse
ambiental, assim como redutora dos riscos de eutrofização. As operações dos sistemas
intensivos, em que os animais são arraçoados e os viveiros fertilizados, promovem altas
produções; entretanto, o enriquecimento excessivo exige descargas e reposições de água mais
frequentes, causando riscos de eutrofização dos ambientes que recebem tais descargas.
c) Impactos da aquicultura na aquicultura: As altas densidades em tanques,
empregadas em sistemas intensivos, obrigam os aquicultores a utilizar a água liberada pela
instalação vizinha, e esta, podendo estar contaminada por fitotoxinas ou agentes patogênicos,
aumenta o risco de mortalidade ou de infecções extensivas.
Os impactos ambientais mais visíveis são aqueles causados pelas fazendas de cultivo
que ocupam áreas de mangue, somando-se a destruição dos manguezais àquela produzida
pela extração de madeira para uso como lenha, como matéria-prima para a fabricação de papel
ou para a extração de tanino para fins artesanais (ASSAD e BURSZTYN, 2000; SCHAEFFERNOVELLI,
1989).
No Brasil, os impactos ambientais ocasionados por fazendas de camarão são
insignificantes, quando comparados àqueles observados em outros países. A ocupação não
chega a 0,26% dos 1.012.376ha existentes no Brasil. Muitos dos viveiros instalados ocupam
áreas do litoral superior, caso das fazendas da Bahia e Pernambuco, áreas de apicum no
Ceará e Piauí, áreas de antigas salinas e viveiros de peixes estuarinos no Rio Grande do Norte
e Paraíba. No litoral do Estado de Santa Catarina, os imensos parques de cultivo de mexilhões
já estão causando impacto, que se reflete principalmente na própria produção desses
moluscos. No litoral paulista ainda não se observam indícios de impactos negativos derivados
QUALIDADE DA ÁGUA PARA AQUICULTURA
3.1 Importância da qualidade da água
Condições inadequadas de qualidade de água resultam em prejuízo ao crescimento, à
reprodução, à saúde, à sobrevivência, e à qualidade dos peixes, comprometendo o sucesso da
aquicultura. Inúmeros são as variáveis e os processos envolvidos com a qualidade da água.
Para a água utilizada na aquicultura, sugere-se que os criadores devam estabelecer
normas de conduta quanto a sua obtenção, uso e reuso a sua disposição e se preocupem em
aplicar métodos de avaliação e recuperação simples e objetivos.
Há três categorias na água utilizada pela aquicultura: a água de origem, a água de uso
e a água de lançamento.
3.2 Qualidade da água em viveiros e tanques-rede
Diversos são os fatores que determinam a qualidade da água em viveiros utilizados em
piscicultura intensiva. Merecendo destaque:
A biomassa de peixes nos peixes;
A quantidade de ração aplicada diariamente;
A qualidade da ração ou dos alimentos utilizados;
A abundância de fitoplâncton;
A qualidade da água de abastecimento;
O uso de práticas de correção e condicionamento da qualidade da água (calagem, aeração,
adubação, controle do fitoplâncton, entre outras);
O grau e controle da renovação da água;
Condições climáticas (dias nublados, ventos, intensidade de chuvas);
Características do solo do fundo dos viveiros, entre outros.
Para que o produtor possa realizar um bom monitoramento e correção da qualidade da
água é fundamental entender como estes fatores interagem entre si e o modo como eles
alteram os principais parâmetros de qualidade da água nos viveiros de produção.
Para os tanques-rede, a qualidade da água depende da qualidade da água do corpo
d’água à volta do tanque-rede. A qualidade da água no tanque-rede será sempre igual ou inferior à do ambiente a sua volta. Na qual está diretamente relacionado ao enriquecimento da
água por nutrientes, podendo ser classificados em eutróficos (rico em nutrientes), mesotróficos
(moderado em nutrientes) e oligotróficos (pobre em nutrientes).
Quanto menor o nível de enriquecimento da água, melhor é a qualidade dessa água e o
potencial produtivo do tanque-rede. A visibilidade da água pode ser influenciada por partículas
de solo em suspensão em conjunto, ou exclusivamente, por fitoplâncton.
3.3 Parâmetros importantes da qualidade da água
As características físicas e químicas da água são fundamentais para os organismos que
nela vivem, pois determinam as condições ambientais que favorecem o crescimento e a sobrevivência
de espécies vegetais e animais aquáticos.
Os parâmetros mais importantes que devem ser monitoradas em cultivo de peixes são:
Temperatura
A temperatura exerce profunda influência sobre a vida aquática e desempenha papel
preponderante na alimentação, respiração e reprodução dos peixes. Ela também influência diretamente
na disponibilidade de oxigênio dissolvido regulando o apetite dos peixes. Essa é
uma das vantagens das regiões tropicais para a piscicultura, uma vez que nelas os peixes comem
praticamente durante todo o ano.
Os peixes ajustam sua temperatura corporal de acordo com a temperatura da água.
Cada espécie tem uma temperatura na qual melhor se adapta e se desenvolve, sendo essa
temperatura chamada de temperatura ótima. As temperaturas acima ou abaixo do ótimo
influenciam de forma a reduzir seu crescimento. Em caso de temperaturas extremas, podem
acontecer mortalidades.
pH
É a medida que expressa se uma água é ácida ou alcalina em escala que varia 0 a 14. O
pH intervém frequentemente na distribuição dos organismos aquáticos. A respiração, fotossíntese,
adubação, calagem e poluição são fatores capazes de alterar o pH na água. Segundo Sipaúba-
Tavares, 1995, os valores de pH que atuam no desenvolvimento dos peixes estão listados
na tabela abaixo:
O oxigênio da água é proveniente da atmosfera e dos vegetais que ocorrem submersos
e que liberam o oxigênio através da fotossíntese. O oxigênio é consumido pelos animais (como
os peixes) pelos vegetais (algas e plantas aquáticas submersas) e também, pelo processo de
decomposição da matéria orgânica.
Turbidez
As águas naturais não são puras e apresentam uma série de materiais dissolvidos e em
suspensão, tais como partículas de argila, detritos orgânicos e os próprios microorganismos
que vivem na água. Esse conjunto de materiais dispersos na água reduz a penetração da luz,
impedindo que grande parte atinja as camadas mais profundas. Este efeito de redução de luz
ao atravessar a coluna d'água é chamada de TURBIDEZ.
Sais Dissolvidos
Muitas substâncias encontram-se dissolvidas na água. Enquanto algumas são essenciais
para a sobrevivência dos organismos, como o nitrogênio e o fósforo, outras são tóxicas,
como a amônia, e provocam mortalidade e insucesso nos cultivos.
Alcalinidade total:
Este parâmetro se refere à concentração total de bases tituláveis na água. Embora a
amônia, os fosfatos, os silicatos e a hidroxila (OH-) se comportem como bases contribuindo
para a alcalinidade total, os íons bicarbonatos (HCO3
-) e carbonatos (CO3
=) são os mais
abundantes e responsáveis por praticamente toda a alcalinidade nas águas dos sistemas
aquaculturais.
A alcalinidade total é expressa em equivalentes de CaCO3 (mg de CaCO3/L) está
diretamente ligada à capacidade da água em manter seu equilíbrio ácido-básico (poder
tampão). Águas com alcalinidade total inferior a 20 mg de CaCO3/L apresentam reduzido poder
tampão e podem apresentar significativas flutuações diárias nos valores de pH em função dos
processos fotossintético e respiratório nos sistemas aquaculturais.
A dureza total representa a concentração de íons metálicos principalmente os íons cálcio
(Ca2+) e magnésio (Mg2+) presentes na água. A dureza total da água é expressa em
equivalentes de CaCO3 (mg de CaCO3/L). Em águas naturais, os valores de dureza total
geralmente se equiparam a alcalinidade total, ou seja, Ca2+ e Mg2+, praticamente se encontram
associados aos íons bicarbonatos e carbonatos. No entanto, existem águas de alta alcalinidade
e baixa dureza, nas quais partes dos íons bicarbonatos e carbonatos estão associados aos
íons Na+ e K+ ao invés de Ca2+ e Mg2+. Em águas onde a dureza supera a alcalinidade, parte
dos íons Ca2+ e Mg2+ se encontram associados a sulfatos, nitratos, cloretos e silicatos.
3.4 Alimentação e qualidade da água
Em piscicultura intensiva, grande parte dos problemas de qualidade da água está
relacionada ao uso de alimentos de má qualidade e estratégias de alimentação inadequadas.
A incidência de doenças e parasitoses aumenta proporcionalmente à redução na
qualidade nutricional dos alimentos e na qualidade da água e podem causar significativas
perdas durante o cultivo. Boa qualidade da água e manejo nutricional garantem a saúde e o
desempenho produtivo dos peixes.
É incorreto afirmar que um alimento barato sempre reduz o custo de produção e faz
aumentar a receita líquida por área de cultivo. Alimentos de alta qualidade apresentam menor
potencial poluente, possibilitando um acréscimo de produção por unidade de área muito
superior ao aumento no custo de produção, resultando em incremento da receita líquida obtida
por área de cultivo. Quanto pior a qualidade nutricional e estabilidade do alimento na água,
maior a carga poluente e menor a produção de peixes.
PRODUTIVIDADE NATURAL E TOTAL DE VIVEIROS
4.1 Conceito de produção em aquicultura
Existe uma diferença entre produção e produtividade. A primeira é o total produzido e
contabilizado, por exemplo, a produção de tilápias em 2005 representou 1,7 milhões de toneladas.
Produtividade é a capacidade de produção de determinada área ou volume. Ao adotar as
práticas aquícolas recomendadas a produtividade certamente irá aumentar, logo, aumento de
produtividade é aumento de eficiência.
4.2 Erradicação de espécies daninhas
Quando a piscicultura semi-intensiva ou extensiva é realizada em pequenos açudes,
muitos dos quais secam ou ficam quase secos, em determinada época do ano
(dezembro/janeiro, no Nordeste), construídos em diminutas bacias hidrográficas, pode ocorrer
que eles apresentem espécies predadoras (ditas daninhas) dos peixes cultivados. Entre elas,
pode-se citar piranhas, Serrasalmus nattereri e S. piraya; pirambeba, S. rhombeus; traíra,
Hoplias malabaricus; tucunarés; além de outras.
Nesse caso, torna-se necessária a erradicação daquelas espécies, pois além de
predarem os peixes criados, algumas destroem as artes de pesca e até mesmo atacam o
homem (caso das piranhas e da pirambeba). Isto diminui o rendimento da piscicultura e
aumenta os custos dela.
Existem dois processos de erradicar espécies daninhas. O primeiro se constitui no
esvaziamento do reservatório e tem emprego limitado às pequenas coleções de água,
localizadas em reduzidas bacias hidrográficas, que secam completamente durante a estiagem.
No Nordeste brasileiro entre os meses de agosto a janeiro, quase sempre. O esvaziamento do
reservatório pode ser feito com comporta, galeria, registro, sifão ou bombeamento.
O segundo processo de erradicação de espécies daninhas consiste no uso de
ictiotóxicos, existindo em nossa Região ampla tecnologia para tal, desenvolvida pelo DNOCS.
O ictiotóxico mais usado no Nordeste do Brasil é o pó-de-timbó, cujo princípio ativo é a
rotenona, alcaloide com fórmula química C23H22O6. Timbó ou tiingui é o nome vulgar de diversos
cipós, ocorrentes na floresta amazônica, pertencentes aos gêneros Derris, Tephrosia e
Lonchocarpus, todos da família Leguminosae. A rotenona ocorre no caule (baixa
concentração), folha (média concentração) e raiz (elevada concentração) daqueles cipós.
Na elaboração do pó-de-timbó as plantas são desidratadas, trituradas e peneiradas. O
teor de rotenona no pó varia de 3 a 11%, dependendo da predominância de caule, folha e raiz
na sua composição. Contudo, um bom pó-de-timbó deve conter teor mínimo de 5% de
rotenona.
Pesquisas feitas pelo DNOCS indicaram que espécies carnívoras mostraram-se mais
sensíveis a aquele ictiotóxico e, entre elas, piranhas e pirambebas foram mais sensíveis ao póde-
timbó. Em estudos feitos in vitro estes Serrasamus não resistiram a concentração de 3ppm
do pó de timbó na água. Os peixes morreram 11 a 15 minutos após o contacto com o
ictiotóxico. Nesta concentração, as demais espécies foram preservadas, embora algumas
apresentassem ligeiros sintomas de asfixia, tais como taquipnéia e mudança de coloração.
Contudo, sobreviveram. Nestas pesquisas o teor de rotenona no pó-de-timbó foi de 5%. Com
este percentual, a dispersão do ictiotóxico na água, numa concentração de 5ppm, elimina todos
os peixes das diversas espécies ocorrentes nos reservatórios e rios nordestinos.
Desse modo, quando se deseja eliminar peixes predadores nos reservatórios destinados
a piscicultura semi-intensiva ou extensiva, realizada em pequenos açudes, deve-se tratar a
água dos mesmos com pó-de-timbó, contendo 5% de rotenona, na concentração de 5ppm, ou
seja, 5kg do ictiotóxico para 1.000 m3 de água.
4.3 Produtividade devida aos fertilizantes e à alimentação artificial
A fertilização ou adubação das águas dos tanques e viveiros de piscicultura, visa
incorporar nutrientes fundamentais para a produção vegetal básica das mesmas e,
consequentemente, para a produção de peixes. Os fertilizantes ou adubos podem ser
orgânicos ou químicos (também chamados minerais ou inorgânicos).
Alguns adubos orgânicos, como os estercos de animais, notadamente suínos e aves,
podem ser consumidos diretamente por alguns peixes, como as tilápias. Além do mais, os
estercos se constituem num ótimo fator de colmatagem (vedação) dos pisos dos viveiros de
piscicultura, dando-lhes boa estrutura coloidal.
Além dos efeitos favoráveis sobre a estrutura do solo, os adubos orgânicos contêm
quase todas as substâncias nutritivas indispensáveis para o ciclo biológico e favorecem a
multiplicação de bactérias, estimulando, em consequência, o desenvolvimento do zooplâncton.
Nas águas alcalinas, de pH elevado, ricas em cálcio, fica difícil o aproveitamento do
fósforo pelo fitoplâncton e macrófitas aquáticas, porquanto o excesso de cálcio precipita a
maior parte do fósforo, sob a forma de fósforo insolúvel. A matéria orgânica incorporada como
adubo (estercos e outros) provoca a liberação de CO2 e este reage com o cálcio, diminuindo a
excessiva alcalinidade, ocasionando melhor fixação do fósforo. Por isto, nas áreas com solo e
água demasiadamente ricos em cálcio será conveniente aplicar o fósforo juntamente com os
fertilizantes orgânicos.
Os adubos orgânicos originam, na água dos tanques e viveiros, a produção de grande
quantidade de infusórios, rotíferos e micro crustáceos (cladóceros, copépodos, ostracodas e
outros), os quais se constituem magníficos alimentos para pós-larvas e alevinos e mesmo para
peixes adultos, quando plânctófagos. A produção de algas filamentosas também é
incrementada.
Os adubos químicos incorporam nas águas dos tanques e viveiros os minerais (N, P, K e
outros) necessários à produção primária, pois se constituem alimentos para os seres
autotróficos (bactérias fotossintéticas, fitoplâncton e macrófitas aquáticas).
O adubo orgânico em excesso provoca grande proliferação de bactérias, depleção na
taxa de O2D e incremento no CO2 livre. Isto poderá diminuir a produção de peixes cultivados ou
mesmo causar-lhes a morte, com grande prejuízo para a produção da piscicultura. Por isto, a
quantidade deste fertilizante deve ser bem calculada e a aplicação do mesmo se cercar dos
devidos cuidados, conforme referidos adiante.
O excesso de fertilizantes químicos poderá causar bloom de algas nos tanques ou
viveiros.
Diferentes fertilizantes orgânicos e suas aplicações
Adubos verdes.- Consiste em plantas terrestres ou aquáticas, as quais lançadas nos
tanques e viveiros, se decompõem e liberam nutrientes minerais, retidos em seus tecidos, para
a água os quais são, em seguida, absorvidos pelos seres autotróficos, reintegrando-se ao ciclo
biológico.
Como adubo verde pode-se utilizar diversos vegetais não lenhosos, tais como
gramíneas, leguminosas, restolhos de culturas herbáceas e outros. Em alguns países europeus
e asiáticos semeiam-se cereais no fundo do viveiro (arroz, por exemplo), inundando-o após a
colheita da safra. Os resíduos da cultura se decompõem, servindo de adubo para a água do
viveiro, no cultivo de peixe que se segue.
Estercos de animais.- amplamente utilizados como adubo e mesmo como alimento
(aproveitamento direto dos excrementos dos suínos e de galináceos pelas tilápias). Os
estercos de bovinos, suínos, galináceos, marrecos, coelhos e de outros animais se constituem
num dos melhores métodos para incrementar a produção das águas de tanques e viveiros de
piscicultura.
Com base nisso, muitos países, inclusive o Brasil, adotam o cultivo consorciado peixes/suínos, peixes/galináceos, peixes/ marrecos e peixes/bovinos, graças a construção de
pocilgas, aviários,estábulos sobre ou nas margens dos viveiros de piscicultura, sendo os
excrementos dos animais terrestres carreados para o interior dos viveiros.
A quantidade de esterco a ser adicionado aos viveiros de piscicultura depende de muitos
fatores, entre outros, da espécie criada (alguns peixes são mais resistentes, como tilápias, e os
viveiros podem receber mais adubo), da qualidade da água (quando ácidas devem receber
menos adubo) e do solo e clima da região (solos ácidos e clima quente exigem menores
quantidades de estercos nos viveiros).
Deve-se realizar pesquisas sobre sobrevivência e crescimento da espécie que se deseja
criar em viveiro fertilizado com esterco de animais.
Algumas medidas podem ser adotadas para evitar a asfixia dos peixes em criação,
quando da aplicação os estercos ou de outros adubos orgânicos, exceto o verde, tais como:
Aplicar o esterco parceladamente.- Por exemplo, se durante 1 mês o viveiro vai receber
400kg de esterco, deve-se aplicar 100kg/ semana ou 20kg/dia, de segunda a sexta-feira.
Fazer determinações diárias do O2D e do CO2 livre.- De preferência às 5 e 14h. Isto visa
detectar depleção do O2D e excesso do CO2 livre. Caso positivo, deve-se suspender as
adubações.
Quando da preparação do viveiro, isto é, quando ele estiver seco, a aplicação do esterco
é feita mediante seu espalhamento no piso. Se o viveiro contiver água, ou seja, nas adubações
de manutenção, o esterco pode ser aplicado mediante:
Ligeiro umedecimento e espalhamento na superfície da água do viveiro.- O
umedecimento é necessário para que o esterco afunde e não seja jogado nas margens do
viveiro, sob a ação do vento.
Adicionamento de bastante água no esterco.- Para que fique quase liquefeito e assim ele
é bombeado para a água do viveiro.
Lavagem de estábulos e pocilgas.- No caso do cultivo consorciado ou integrado
peixes/bovinos e peixes/suínos.
As quantidades de esterco utilizado nos viveiros do Nordeste brasileiro variam de 100 a
500g/m2/mês, dependendo da espécie criada (valores máximos para tilápias; médios para
tambaqui, pirapitinga e carpa comum; e mínimos para pescada do Piauí, por exemplo) e da
finalidade do viveiro, se para receber pós-larvas (quantidades mínimas), alevinos (quantidades
médias) ou peixes adultos (quantidades maiores). Isto dentro dos limites de cada espécie e
levando-se, ainda, em consideração as condições de água, solo e clima da região. Há
tendência em se usar mais esterco de bovinos do que de suínos e de aves. Quando bem
curtido, a quantidade de adubo é maior do que quando o mesmo está fresco, pois este último
ainda vai se decompor no viveiro.
Na piscicultura de engorda tem-se utilizado, no Nordeste do Brasil, 200g/m2/mês de
estercos de suínos e de galináceos e 400g/m2/mês de esterco de bovinos. Ambos aplicados
parceladamente.
Composto.- É formado por matéria orgânica de origem animal e vegetal, decomposta em
fossos escavados no terreno natural ou em tanques cobertos. Para isto, cava-se uma vala, a
qual é cheia com animais mortos, vegetais, restos de culturas, estercos e outros materiais
orgânicos, e cobertos com terra. Após alguns dias, dependendo da temperatura local, toda a
matéria orgânica está decomposta e transformada no composto. O uso deste na fertilização de
tanques e viveiros de piscicultura é feito nos moldes descritos para os estercos.
Resíduo de biodigestor.- Se constitui num excelente adubo orgânico para tanques e
viveiros de piscicultura. Seu uso é idêntico ao descrito para os estercos.
Húmus de miocário.- O húmus produzido pelos oligoquetas (minhocas) pode ser usado
na adubação de tanques e viveiros de piscicultura, com excelentes resultados. Contudo, carece
de maiores estudos para seu emprego em nossa Região. No entanto, recomendam-se as
mesmas quantidades e técnicas de aplicação sugeridas para os estercos.
Adubos químicos e suas aplicações
Os fertilizantes químicos ou inorgânicos têm ordinariamente nitrogênio (N), fósforo (P) e
potássio (K) e,algumas vezes, elementos menores. Existem diversas fórmulas comerciais
(adubos compostos), vendidas para culturas agrícolas. Assim, uma fórmula 4-8-2 significa que
100kg do adubo contém 4kg de N, 8kg de P (na forma de P2O5) e 2kg de K.
A literatura recomenda fórmulas completas de adubos para viveiros de piscicultura,
tendo em vista atender a determinada região ou país. No entanto, pesquisas efetuadas
mostraram que, de uma maneira geral, a produção era a mesma quando se aplicava a fórmula
completa ou aplicando-se somente o P, por exemplo.
Hoje, salvo casos especiais de deficiências comprovadas pela análise do solo e da água
do viveiro, recomenda-se aplicar apenas o P, na proporção de 46 a 138kg de P2O5/ha/ano, em
4 parcelas anuais, quase sempre. Como o fósforo se encontra, comercialmente, sob a forma de
superfosfato simples (16% de P2O5) ou de superfosfato triplo (46% de P2O5), pode-se usar 100
a 300kg/ha/ano deste último, divididos em 4 aplicações anuais.
Para o cálculo da quantidade de adubo fosfatado emprega-se, contudo, regra de três
simples. Por exemplo, se 100kg de superfosfato simples contém 16kg de P2O5, quantos kg do adubo serão necessários para se incorporar 46kg de P2O5 na água do viveiro? No caso,
287,5kg de superfosfato simples.
O adubo nitrogenado mais usado em viveiros de piscicultura é o sulfato de amônia, na
proporção de 100 a 200kg/ha/ano, aplicados em 4 parcelas anuais, geralmente. Utiliza-se,
também, a ureia. No que se refere ao adubo potássico, o mais empregado tem sido o cloreto
de potássio, na base de 120kg/ha/ano, em 4 aplicações anuais. O K2O tem sido também
usado.
Quando por análise do solo e da água se sabe, com certeza, que existem deficiência de
alguns elementos necessários para a produção básica do viveiro, pode-se aplicar adubos cujas
fórmulas os contenham. Nestes casos, quase sempre se aplica a fórmula completa uma única
vez e dai em diante o viveiro recebe apenas o adubo fosfatado.
Para aplicação do adubo mineral pode-se utilizar pequenas plataformas de madeira,
colocadas 0,50m abaixo da superfície da água. Também, coloca-se o adubo em cestas ou
sacos de algodão ralo, ambos mergulhados na água. Em todos os casos, o movimento da água
dissolverá o adubo, distribuindo-o no viveiro. Em tanques, o adubo poderá ser aplicado a lanço,
escolhendo-se, para tal, áreas pouco profundas.
A frequência de aplicação do adubo poderá ser indicada pela própria água do viveiro. A
fertilização faz com que ela seja enriquecida com plâncton, adquirindo coloração de acordo
com as algas que predominam. Boa produção de algas tornará difícil visualizar um objeto claro
submerso a 0,30m de profundidade. Quando a visibilidade aumenta, indica que a produção de
algas é insuficiente, havendo necessidade de nova adubação. Submergindo-se o braço até o
cotovelo e procurando-se ver as pontas dos dedos da mão, pode-se, a grosso modo, verificar
se há algas suficientemente ou se se necessita nova adubação. A aplicação do adubo deve se
repetir tantas vezes ao ano quantas sejam necessárias para manter boa produção de algas,
base da produção de pescado.
O superfosfato simples contém enxofre. Portanto, se este elemento estiver presente no
solo e na água, convirá aplicar o superfosfato triplo, que não contém enxofre.
Quando se fornece alimentos artificiais aos peixes, poderá ocorrer que o K necessário vá
com aqueles e ficará disponível para os seres autotróficos. Em viveiros de solo duro e de
reconhecida deficiência e nos tanques de alevinagem, os adubos potássicos deverão ser
aplicados.
4.4 Variação da produtividade dos viveiros
A produtividade de um viveiro de peixe depende basicamente das técnicas de cultivo
empregadas, das espécies criadas, da disponibilidade e qualidade da água, das condições de solo, assim como do maior ou menor grau de dedicação do produtor ao cultivo.
CULTIVO DE PEIXES DE ÁGUA DOCE
5.1 Considerações sobre a piscicultura continental
A piscicultura é uma atividade zootécnica que visa ao cultivo racional de peixes,
exercendo particular controle sobre o crescimento, a reprodução e a alimentação destes
animais.
Suas origens são bastante remotas. Os chineses já a praticavam vários séculos antes de
Cristo. Baixos–relevos egípcios evidenciam atividades de pesca e piscicultura praticadas em
tanques artificiais. Os detalhes e a precisão de tais culturas permitem identificar as espécies de
peixes por eles criadas, dentre elas a tilápia do Nilo, Sarotherodon niloticus (Trewavas, 1973).
Esta espécie, hoje intensamente cultivada em todo o mundo, já o era por esse povo, por volta
do ano 2.500 a.C.
No Brasil, o pioneirismo da piscicultura cabe a Rodolfo von Ihering, que, em 1912, já
dizia que devíamos criar peixes com a mesma facilidade com que criamos galinhas.
Trabalhando com peixes de piracema nos rios Mogi-Guaçu, Tietê e Piracicaba, esse nobre
cientista utilizou, pela primeira vez, em 1931, hormônios hipofisários para provocar a desova do
dourado (Salminus maxillosus Vallencienes). Hoje, a hipofisação é técnica difundida no mundo
todo, para induzir a desova em inúmeras espécies adequadas à piscicultura. Antigamente, na
China, os alevinos de várias espécies de carpas chinesas eram pescados nos rios e recriados
e em tanques. Atualmente, as estações de piscicultura produzem esses alevinos em
quantidades muito maior, poupando, ainda, as despesas de captura e transporte e eliminando a
grande mortalidade devida a essas operações.
A piscicultura é o melhor meio para se incrementar a produção de alimentos ricos em
proteína de primeira qualidade, pois é a mais econômica das atividades zootécnicas. Dentre as
principais vantagens que apresenta, destacam-se pela sua repercussão econômica:
1 – Propicia o aproveitamento de áreas improdutivas ou de baixo rendimento
agropecuário, transformando-as e elevando sensivelmente sua produtividade;
2 – O peixe, especialmente das espécies tropicais, consegue transformar subprodutos e
resíduos agroindustriais em proteína animal de excelente qualidade, baixando
substancialmente o custo de produção;
3 - A eficiente conversão alimentar do peixe, potencialmente melhor que a dos mamíferos e das aves, graças à grande economia de energia por ele realizada;
4 – Possibilidade de elevada produção por área, principalmente quando praticada em
nível intensivo;
5 – Rápido giro do capital investido, variável com a espécie e com o patrimônio genético.
A piscicultura não está limitada à produção de alimentos. Abrange, também, a criação de
espécies para outros fins, como pesca esportiva, saneamento, ornamentação, etc. Há séculos,
as pisciculturas de todo o mundo vêm produzindo peixes para a suplementação de estoques
naturais, com vistas à prática da pesca esportiva, que movimenta, anualmente, enormes
capitais. Também a piscicultura de povoamento e repovoamento de ambientes aquáticos é
muitíssimo praticada em várias partes do mundo, mas, sem dúvida, a criação de peixes para
consumo é a atividade mais desenvolvida de todas as demais.
5.2 Principais espécies cultivadas
Aspectos das principais espécies de peixes nativos do Brasil, utilizadas em
pisciculturas comerciais.
PACU (Piaractus mesopotamicus)
O pacu é uma espécie amplamente distribuída na Bacia do Prata, sendo apreciada
tanto para culinária quanto para pesca esportiva, principalmente quando se utilizam a
modalidade fly.
A pesca comercial do pacu tem sido intensa, por isso sua população natural está
bastante reduzida em diversos cursos d’água. O pacu em ambiente natural pode atingir mais
de 10 kg, porém seu peso ideal de abate está na faixa de 800 a 1.600g.
Pacus muito pequenos não apresentam boa quantidade de carne e seus espinhos, por
serem pequenos, podem ser acidentalmente ingeridos. Já os peixes mais pesados e velhos
não apresentam boa conversão alimentar, além de seu custo de produção por unidade de peso
ficar muito elevado.
Esta espécie apresenta grande deposição de músculos, proporcionando um filé alto,
firme e branco, porém com um sabor característico que faz com que uma determinada parcela
dos consumidores o rejeite. Quando abatidos em tamanho adequado, os espinhos em Y são
grandes e podem ser removidos facilmente.
Esta espécie apresenta um bom crescimento em cativeiro e é adequada tanto para
criações em sistema semi intensivo, como para sistema intensivo ou mesmo tanque rede.
O pacu necessita de rações com teores de proteína não muito elevados e possui boa conversão alimentar, necessitando de 1.600g de ração para atingir um kg de peso vivo. Apesar
do seu rendimento de carcaça ser elevado, seu rendimento em filés é baixo e, por isso, o
processamento desta espécie deve prever a utilização do músculo restante na carcaça.
Apesar de não ser muito exigente em relação à qualidade da água, esta deve ser
criada em ambiente com boa quantidade de oxigênio dissolvido, preferencialmente acima de 3
mg/l. Mesmo podendo suportar temperaturas próximas a 14 C por curto período, o pacu não
deve ser criado em regiões onde a temperatura da água fique abaixo de 18 C, pois nessa
situação fica muito susceptível a doenças e seu crescimento é paralisado.
Esta espécie não apresenta caracteres sexuais secundários que permitam a sexagem.
Pessoas mais experientes conseguem identificar o sexo do pacu pelo exame visual do orifício
urogenital. Próximo à desova, a sexagem é bastante simples. O pacu é uma espécie que
realiza movimento migratório reprodutivo (piracema), subindo os rios, em cardumes, no período
das chuvas. O processo de desova ocorre com várias fêmeas simultaneamente. Os óvulos são
liberados na água e fertilizados pelos machos. De baixa densidade, os ovos são levados pela
correnteza e muitos atingem as áreas alagadas, ricas em nutrientes e em plâncton, que
servirão de alimento para as pós-larvas.
Nas primeiras fases de vida, o pacu se alimenta de zooplâncton. Nos indivíduos juvenis
e adultos, o hábito alimentar é onívoro, apreciando muito os frutos que caem das arvores nos
rios e lagos. O estudo dos rastros branquiais desta espécie, na fase de juvenil, indicou que,
nesta fase, ela não é mais capaz de se alimentar adequadamente apenas filtrando o
zooplâncton.
Esta é possivelmente a mais estudada das espécies nativas. O processo de
reprodução induzida já é bastante difundido e algumas das exigências nutricionais, além de
diversas doenças que afetam a espécie tem sido alvo de estudos.
TAMBAQUI (Colossoma macropomum)
Assim como o pacu, o tambaqui é um peixe da família Characidae e da sub-família
Myleinae. Originário da bacia amazônica, este peixe pode atingir mais de 25 Kg. Nas regiões
de onde procede, o tambaqui é uma das espécies mais apreciadas e mais intensamente
pescadas. Possui carne branca e firme, com espinhos grandes que podem ser removidos
durante o processamento industrial.
Em cativeiro, esta espécie apresenta bom crescimento, sendo adequada tanto para
criações em sistema semi intensivo, como para sistema intensivo ou mesmo tanques-rede.
O tambaqui não necessita de rações com teores de proteína muito elevados. O ideal é criá-lo com uso de rações com 28% a 22% de proteína, dependendo da fase de cultivo. Com
uso de rações comerciais, o tambaqui atinge mais de um kg em um ano de engorda e
consome, aproximadamente, 1,4 kg de ração para atingir um kg de peso vivo.
O tambaqui possui hábito alimentar semelhante ao do pacu, porém, pode filtrar o
zooplâncton mesmo quando adulto. Esta característica permite reduzir o seu custo de produção
com uso de adubação da água. Uma característica interessante é que a espécie possui
tamanha força na mordida que quebra facilmente sementes de palmeiras, comuns em seu
ambiente natural.
A água dos rios e lagos de onde o tambaqui nativa é, em geral, ácida, estando na
maioria do ano com pH entre 5,2 a 6,8. Como sua ocorrência é tropical, esta espécie vive em
locais onde as temperaturas médias mensais variam de 25 a 27C.
Apesar de não ser muito exigente em relação à qualidade da água, esta não deve ter
pH superior a 7,2, assim como a temperatura nos meses mais frios não deve ser inferior a
18C. Caso contrário, pode ocorrer mortalidade dos peixes devido ao ataque de bactérias e
fungos. A temperatura ideal para o cultivo do tambaqui está na faixa de 26 a 32C.
Esta espécie possui uma adaptação à hipóxia. Nesta condição, seu lábio inferior incha
e, por ser intensamente vascularizado, permite alguma troca gasosa, porém, nesta condição o
peixe não se alimenta e perde peso. Em águas com teor de oxigênio dissolvido acima de 2,5
mg/l, o tambaqui tem seu crescimento normalizado.
A reprodução do tambaqui, assim como a do pacu, ocorre uma vez por ano e existe o
movimento migratório. A fêmea de tambaqui é extremamente prolífica. Na época da desova,
aproximadamente 11% do peso dela correspondem aos óvulos e estes pesam, cada um,
menos de um miligrama. Assim, uma fêmea de 9 kg irá liberar quase um milhão de óvulos que
serão fecundados pelos machos.
A reprodução induzida desta espécie já é amplamente dominada e os conhecimentos
sobre a nutrição e a alimentação são razoáveis. Além da exigência de temperaturas
relativamente altas, existe outro entrave à expansão do cultivo desta espécie, que é sua baixa
adaptação ao cultivo em alta densidade.
PIAUS (Leponinus sp)
O termo piau é usado para designar diversas espécies dos gêneros Leporinus e
Schizodon. Estes gêneros são da família Characidae, sub-família Anostomidae. As principais
espécies para cultivo estão no gênero Leporinus, como o piauçu (L. macrocephalus), a piapara
(L. elongatus) e o piau-vermelho (L. copellandii).
Estas espécies ocorrem em diversos rios da região Sudeste e são muito apreciados
pelos pescadores locais. O piau-vermelho é considerado uma das melhores espécies nativas
para pesca esportiva.
Apesar de serem, em geral, de médio porte, os piaus podem atingir 5 kg, mas com
apenas 600 g já podem ser comercializados. Os piaus possuem uma musculatura muito
espessa e por isso seu rendimento de carcaça é elevado, o que é uma característica
importante para industrialização. A carne dos piaus é branca, muito firme e de sabor suave.
Das espécies citadas, o piauçu é a mais cultivada e que vem despertando maior
interesse dos pesquisadores, mesmo assim as informações sobre a alimentação destas
espécies são inconsistentes. Mesmo as informações sobre a reprodução limitam-se a poucos
trabalhos mas, mesmo assim, os produtores de alevinos de piauçu tem obtido sucesso, o que
faz com que hoje os alevinos dessa espécie sejam facilmente encontrados.
Diante da carência de informações, os produtores têm criado estas espécies em
tanques adubados e com ração suplementar. A ração varia desde 24 a 40% de proteína,
segundo cada produtor.
Em condições naturais são peixes onívoros e diversos vegetais fazem parte da sua
dieta. As características da água para cultivo não são bem conhecidas, mas sabe-se que se
trata de espécies exigentes em relação a quantidade de oxigênio dissolvido, mas são tolerantes
a temperaturas relativamente baixas, como 16 C.
CURIMBATÁ (Prochilodus sp)
Pertencem à família Characidae e a sub-família Prochilodontidae.
Desta sub-família, os peixes dos gêneros Prochilodus e Semaprochilodus têm sido
utilizados em cultivos, e três espécies merecem destaque: o P. scrofa, P. affins e P. marggravii,
sendo que todos são conhecidos pelos seguintes nomes vulgares: curimba, curimbatá e papaterra.
O nome papa-terra faz menção ao hábito que estas espécies possuem de apreender
pedaços do sedimento (iliófago), mas apenas grumos de algas e pequenos animais são
ingeridos.
Estas espécies atingem aproximadamente 6 kg, exceto o P. marggravii que pode atingir
mais que 10 kg. São peixes muito consumidos pelas populações ribeirinhas, mas nos grandes
centros não são tão apreciados.
Estas espécies são muito utilizadas em policultivo (criação conjunta de várias espécies
de peixes) devido ao seu hábito alimentar.
Dentre as espécies que necessitam de indução hormonal para desova, estas são as
que apresentam melhores índices de sobrevivência de ovos e alevinos, por isso se expandiram
no início dos anos 80. Em condições naturais, realizam migrações reprodutivas. Apesar da
citada expansão, as exigências nutricionais destas espécies não foram esclarecidas.
SURUBIM (Pseudoplatistoma coruscans) e CACHARA (Pseudoplatystoma
fasciatum)
Pertencentes à ordem Siluriformes, estas espécies são as maiores da família
Pimelodidae. Elas encontram-se distribuídas pelas Bacias Amazônica, do Prata e do São
Francisco.
O surubim é um peixe de couro que pode atingir mais de 100 Kg, sendo considerado
um dos mais nobres do Brasil. Nas regiões de onde se origina, é uma das espécies mais
apreciadas e mais intensamente pescadas. Possui carne amarelada e firme, com poucos
espinhos, com sabor característico e pronunciado, que o torna muito procurado pela indústria e
pelos consumidores.
A reprodução em cativeiro já foi dominada e os produtores de alevinos estão
concentrados nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Os alevinos que estão sendo
comercializados atualmente são na maioria de surubim ou híbridos das duas espécies.
Em cativeiro, as duas espécies apresentam bom crescimento, e são adequadas tanto
para criações em sistema semi intensivo ou tanque-rede. Estes peixes também podem ser
criados de forma extensiva, com o uso de peixes forrageiros.
Embora sejam espécies piscívoras, foram desenvolvidas estratégias para sua criação
com uso de rações. Apesar de possuir dentes muito pequenos (filiformes), esta espécie
necessita ser manejada com cuidado para evitar acidentes com o ferrão localizado na
nadadeira peitoral.
Os alevinos precisam ser treinados para que possam se alimentar de rações. Estas
devem possuir teores de proteína acima de 40% e terem alta proporção de proteína de origem
animal. Com uso de rações comerciais, o peso comercial (4Kg) pode ser alcançado em dois
anos.
Apesar do elevado custo de produção destas espécies, seu valor de mercado torna o
cultivo bastante rentável. Bastante resistentes a condições de hipóxia, estas espécie não são
criadas em sistema de alta densidade pela sua agressividade. Uma peculiaridade é serem de
hábitos noturnos, por isso o manejo alimentar deve prever arraçoamento ao entardecer.
A temperatura ideal para cultivo situa-se ao redor de 27C, entretanto, a faixa de temperatura para criação é muito ampla. Têm-se observado cultivos em locais onde a
temperatura da água no inverno atinge 17 C, com pouca incidência de doenças mas com
baixo crescimento.
A comercialização de surubins e cacharas está sendo feita, principalmente, para
pesque-pagues, mas como seu custo de produção deve ser reduzido nos próximos anos, estas
espécies, provenientes de piscicultura, deverão ter preço competitivo com a pesca e com isso
poderão ser industrializadas. A redução no custo deverá ser decorrente da aplicação dos
resultados das pesquisas sobre nutrição que estão em andamento.
PIRARUCU (Arapaima gigas)
O nome vulgar desta espécie é de origem Tupi e significa peixe (pira) vermelho (urucu).
Esta denominação faz referência às bordas das escamas existentes na lateral de seu corpo,
principalmente próximo ao pedúnculo.
Para a nomenclatura científica (sistemática), a presença, nesta espécie, da língua
óssea é uma característica mais marcante.
O pirarucu é o maior peixe de escamas do Brasil e um dos maiores do mundo. Existem
registros de exemplares capturados com peso superior a 200 kg e com mais de três metros de
comprimento.
Sua carne é muito saborosa e bastante apreciada pelos moradores do Norte do Brasil,
por isso é intensamente pescado e sua população está muito reduzida nas áreas próximas a
Manaus e Belém. Os pirarucus são facilmente pescados, com uso de arpões, ao irem à tona
para realizarem a respiração aérea.
Sua ocorrência natural é restrita às Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins. Nestas
regiões, as tentativas de produção comercial foram bem sucedidas, nas outras regiões a
espécie apresentou alta mortalidade devido à menor temperatura da água.
A temperatura ideal para cultivo está na faixa de 27 a 32C e, aparentemente não
suporta temperaturas abaixo de 20C, que são comuns no inverno das demais regiões.
Em ambiente natural, os pirarucus se alimentam de peixes. Esta espécie caça suas
presas nadando, ou ficam à espera de que algum peixe se aproxime. Nos cultivos comerciais
ainda não foi possível seu treinamento para alimentar-se de ração, por isso seu cultivo é
associado ao de uma espécie forrageira de médio porte, como por exemplo a tilápia.
Este aspecto é negativo, pois eleva o custo de produção da espécie. Novas pesquisas
podem contribuir para o desenvolvimento de técnicas de alimentação com uso de ração.
Apesar disto, os cultivos têm se mostrado economicamente viáveis pois o pirarucu tem bom valor comercial e elevado rendimento de carcaça (acima de 55%).
TRAÍRA (Hoplias malabaricus) e TRAIRÃO (H. lacerdae)
As duas espécies são pertencentes à família Erythrinidae e foram introduzidas na
piscicultura para controle da população de tilápias e outras espécies prolíficas.
Sua estratégia de caça consiste em ficar parado à espera de uma presa que passe
próxima, então dá um impulso vigoroso, um bote, e a captura. Seus dentes caninos impedem
que a presa tenha qualquer chance de se desvencilhar. Este hábito de caça, associado ao fato
de não se alimentar de peixes muito pequenos, fez com que fosse abandonada como espécie
controladora de superpopulação.
O treinamento alimentar nestas espécies ainda não foi tentado, mas como são de
crescimento lento a perspectiva de que participem de piscicultura empresarial é pequena.
A traíra atinge mais de 5 Kg, porém raramente chega a 500 g com um ano de cultivo.
Já o trairão é uma espécie de maior porte, chegando a mais de 18 Kg e pode atingir 800 g em
um ano de engorda.
A reprodução destas espécies é bem simples e pode-se obter elevada eficiência até a
fase de pós-larva. Na alimentação dos alevinos é que ocorrem as maiores perdas, inclusive por
canibalismo.
A desova é feita em uma depressão na parede do viveiro e os ovos são protegidos pelo
casal.
A qualidade da água para cultivo destas espécies não significa um problema, pois são
muito resistentes à condição de hipóxia e às variações de pH. Em relação à temperatura para
criação, o ideal está na faixa de 26 a 32C, mas temos observado a sobrevivência destes
peixes em locais onde a temperatura da água no inverno esteve entre 14 e 18C por vários
dias.
TUCUNARÉ (Cicla ocellaris)
Esta espécie pertence à família Ciclidae e foi uma das primeiras a ser introduzida na
piscicultura brasileira pelo fato de se reproduzir naturalmente em cativeiro.
Originário dos rios que formam a Bacia Amazônica, o tucunaré é muito apreciado para
pesca esportiva, principalmente quando atinge mais de 1kg.
Sua carne é considerada excelente e o fato de as espécies dessa família não
possuírem espinhos intramusculares é mais um fator que contribui para a boa aceitação pelo
consumidor.
O crescimento inicial desta espécie é bom, pois ela atinge rapidamente de 300 a 400 g.
Mas como esse peso foi considerado pequeno pelos consumidores acostumados a tucunarés
provenientes da pesca, sua criação sofreu grande redução, uma vez que para atingir 1Kg o
tempo de engorda era muito longo e o custo de produção não a tornava competitiva.
Com a introdução das tilápias, passou-se a utilizar o tucunaré como controlador de
superpopulação. O problema é que o tucunaré causava um impacto maior que o desejado
sobre a população de tilápias.
O tucunaré, assim como outros ciclídeos, cuida dos ovos e da prole, que pode ser
retirada para venda ou recria quando estiver nadando em cardumes acompanhados pelos pais.
A separação por sexo é fácil. Além de apresentarem diferenças na região genital, os machos
apresentam uma protuberância na cabeça à época de reprodução, que ocorre sempre nos
meses mais quentes.
O tucunaré não se adapta a temperaturas abaixo de 20C, paralisando seu crescimento
e ficando susceptível a doenças. Seu cultivo deve ser feito em locais onde a temperatura da
água permanece acima de 24C na maior parte do ano. Em relação ao oxigênio dissolvido, não
são muito exigentes e toleram concentrações de até 1 mg/l durante períodos relativamente
longos.
Principais espécies exóticas
TILÁPIA (Oreochromis niloticus)
Originária da África, esta espécie da família Ciclidade foi introduzida no Brasil há mais
de 40 anos. Nesta época, a tecnologia de produção não era bem conhecida e ela foi
considerada, então, um peixe sem valor para o cultivo.
Por ser uma espécie muito prolífera, rapidamente os tanques ficavam superpovoados e
as tilápias não cresciam.
A reprodução da tilápia é curiosa, pois a fêmea incuba os ovos e posteriormente as
larvas, na própria boca. A identificação do sexo pode ser feita pelo exame visual dos orifícios
urogenitais. Em geral, os machos também possuem a nadadeira dorsal mais longa e
pontiaguda, além de serem maiores e mais coloridos que as fêmeas.
Com as novas técnicas, introduzidas na década passada, pode-se obter, em cultivos,
monossexo de machos, com peso comercial de 450 g, em cinco meses. Isso, quando criadas
em temperatura próxima a 27 C.
Outro fator que contribuiu para a expansão do cultivo de tilápias em diversos países foi
o desenvolvimento de linhagens mais produtivas. Estas linhagens são os primeiros frutos dos estudos em melhoramento genético dessa espécie. Algumas linhagens são puras, como a
chitralada, outras, como a tilápia vermelha, são híbridas (O. niloticus x O. aureus). Estas novas
linhagens permitiram uma redução no tempo de engorda e aumento no rendimento em filé, que
é o principal corte.
Sendo abatida com 400 a 450 g, dela é obtido um filé alto, branco, de sabor suave e
com pouca gordura. Assim como outros ciclídeos, a tilápia não possui espinhos
intramusculares. A sua carne hoje já pode ser encontrada nos principais mercados brasileiros e
vem sendo industrializada por frigoríficos particulares ou de cooperativas de produtores.
A tilápia deve ser criada com uso de rações com 28 a 24% de proteína, associada a
adubações para redução do custo de produção. Também pode ser cultivada em tanques-redes
ou mesmo em sistemas de alta densidade.
Apesar de se adaptar a temperaturas de 14 a 36C, deve-se preferencialmente criá-las
em locais onde a temperatura média seja de aproximadamente 27C. É uma espécie pouco
susceptível a doenças e muito resistente à falta de oxigênio, podendo suportar concentrações
de apenas 1 mg/l, durante longo período.
Uma característica interessante é sua grande adaptação à água salina, podendo ser
criada em água salobra ou do mar, porém nestas condições, não se reproduzem.
CARPAS
O termo carpa é utilizado para designar diversas espécies de peixes da família
Cyprinidae. São peixes de formato fusiforme e que apresentam barbilhões.
Existem diversas espécies nesta família (mais de duas mil) e algumas são cultivadas
comercialmente. No Brasil, foram introduzidas a carpa comum e as chamadas carpas chinesas,
apesar de a carpa comum também ser de origem chinesa.
Além destas, as carpas indianas catla (Catla catla), rohu (Labeo rohita), mrigal
(Cirrhinus mrigala) e kalbasu (Labeo calbasu) são cultivadas em larga escala em diversos
países. Essas carpas indianas possuem o formato mais arredondado em função da cabeça ser
pequena e da maior altura.
CARPA COMUM (Cyprinus carpio)
A carpa comum é a espécie mais cultivada em todo o mundo.
Na realidade, ela representa um marco histórico, pois foi a primeira espécie cultivada
pelo homem, em 500 A. C. Originária do leste da Ásia, foi introduzida na Europa no século XIII, e como esta introdução se deu na Alemanha, até hoje muitos a chamam de carpa alemã.
Alguns países desenvolveram trabalhos em genética e melhoramento desta espécie,
visando ao aumento do rendimento de carcaça. Algumas variedades como a carpa de Israel e a
carpa húngara, possuem a cabeça proporcionalmente menor e a altura do corpo maior.
Também foram realizados cruzamentos dirigidos para obtenção de peixes sem
escamas. Estes cruzamentos deram origem à carpa-espelho que possui escamas na linha
lateral e no dorso, além de algumas poucas em outras áreas, como a carpa-linha, que possui
escamas apenas na linha lateral e a carpa-de-couro, que praticamente não possui escamas.
Os cruzamentos entre carpas-linha ou carpas-de-couro, ou ainda de uma variedade
com a outra, apresentam alta proporção de morte embrionária devido à formação de um
genótipo em que existe um gen letal ativo. As carpas comuns desovam naturalmente em
cativeiro, espalhando seus ovos adesivos nas plantas.
As carpas comum são onívoras mas preferem se alimentar de pequenos animais que
ficam no fundo dos viveiros. Além do hábito de revolver o sedimento, essas carpas costumam
furar a parede dos tanques (escavados) à procura de alimento e com isso causam a queda das
laterais.
Em relação à temperatura, ela apresenta uma plasticidade muito grande. Existem
linhagens adaptadas a temperaturas baixas e inclusive continuam a crescer mesmo que a
temperatura atinja 8C. Outras linhagens são criadas em temperaturas elevadas, na faixa de 26
a 30C.
Apesar de suportar baixas concentrações (2 mg/l) de oxigênio dissolvido por longos
períodos, deve-se procurar manter os tanques com concentrações superiores a 3,5 mg/l, para
maior crescimento dos peixes.
O cultivo em condições adequadas, com o uso de rações com nível de proteína
próximo a 25%, resulta em ganhos de mais de 10 toneladas por hectare, em um ano de cultivo
em tanques adubados. Além desse sistema, as carpas podem ser criadas de outras maneiras,
como também veremos na aula sobre manejo.
5.3 Técnicas de cultivo
Nutrição em aquicultura
Quando a reserva vitelínica acaba, o peixe procura o alimento natural: algas, bactérias,
rotíferos, cladóceros, etc. começando a diferenciação do hábito alimentar
Nos ambientes naturais, os alimentos que são procurados pelos peixes, são ricos em energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra, energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra, energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
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devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
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estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
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Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
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alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
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com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
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Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,
energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra,
energia e proteína de alto valor biológico, além de serem uma excelente fonte de vitaminas e
minerais.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessário entrarmos
com a alimentação artificial. Nas criações intensivas e super-intensivas, todos os nutrientes
devem ser oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos
animais.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura (lipídios),
carboidratos, vitaminas e minerais, e modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Esses requerimentos variam com a espécie, a idade, o
estado fisiológico, e condições ambientais (temperatura, qualidade e fluxo de água) e stress.
Hábitos alimentares
De acordo com suas preferências alimentares, os peixes na sua grande maioria, são
considerados onívoros, tanto em condições naturais, como em cultivos, ou seja, tanto se
alimentam com alimentos naturais, como com alimentos oferecidos.
Planctófagas – aproveitam suficientemente o plâncton – comunidade aquática formada
por algas unicelulares – fitoplâncton e organismos animais, rotíferos, protozoários e copépodos
– zooplâncton.
Herbívoros e frugívoros – peixes desse grupo t~em preferência por alimentos de
origem vegetal vivo, rico em fibra e baixo teor energético,como plantas (macrófitas) e algas
filamentosas. São desse grupo: carpa capim, tilápia Rendali, piapara.
Os frugívoros, em condições naturais, aproveitam suficientemente frutos e sementes.
São os tambaquis e pacus.
Bentófagos/Iliófagos/Detritívoros – são peixes que se alimentam de organismos
bentônicos (que vivem no fundo dos tanques ou viveiros), larvas de insetos,larvas e ovos de
moluscos, crustáceos, etc., detritos orgânicos e algas.
Onívoros – peixes que ingerem todo tipo de alimento. Exemplo: carpa comum, pacu,
tambacu e matrinchã.
Carnívoros/Piscívoros – a alimentação desse grupo se constitui de animais de maior
porte como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios, etc.
Estas espécies apresentam dificuldade na aceitação de ração. São exemplos de peixes
carnívoros: tucunaré, pescada branca, truta, salmão, bagre do canal, pintado, dourado, traíra, surubim.
Requerimentos nutricionais
O pescado de forma geral, com poucas exceções, dependendo da espécie, apresenta
exigências em pelo menos 44 nutrientes essenciais, que incluem a água, proteína
(aminoácidos essenciais), energia, ácidos graxos essenciais, vitaminas, minerais e
carotenóides.
A proteína é o ingrediente mais caro e mais importante de uma dieta, pois é fonte de
aminoácidos, que são as unidades básicas na construção das células, tecidos, enzimas,
hormônios, anticorpos, etc.
As proteínas ao os nutrientes básicos para a vida, crescimento e produção de peixes,
variando em média de 15 a 20%.
Muitas são as fontes de proteínas vegetais e animais utilizadas na produção das rações:
farinha de peixe, farinha de carne, farinha de sangue, farelo de soja, farelo de trigo, etc.
O peixe come para satisfazer os requerimentos de energia. Os lipídios têm papel
importante na nutrição de peixes de águas tropicais como fonte de energia, fosfolipídios e
esteróis dos órgãos vitais. Atualmente a formulação das dietas tem sido feita visando atender
as exigências energéticas, e para isso a relação energia/proteína, é um dos itens de grande
importância na determinação das exigências nutritivas de uma espécie a qual se vai cultivar.
Os carboidratos entram com pouca quantidade na composição do corpo do peixe, por
isso esses animais utilizam este nutriente par o seu crescimento, servindo basicamente como
fonte de energia.
Necessárias nos cultivos intensivos e super intensivos, pois nos cultivos extensivos, em
que a densidade de estocagem é baixa, o alimento natural está sempre em abundância,
suprindo então as carências vitamínicas.
As vitaminas adicionadas às rações são: as lipossolúveis (A, D, E e K) e as
hidrossolúveis (C, colina, PP, B1, B2, B6, B12,H, ácido pantotênico, ácido fólico e inositol).
Alimentação
Calcular a biomassa do viveiro. Ex. 5.000 x 300g = 1.500Kg.
3% da biomassa = 45Kg (em 2 refeições), na mesma hora e no mesmo local.
Obs. Dependendo do sistema de cultivo pode dividir em 2 ou mais refeições e utilizar
comedouros automáticos ou não.
A escolha da ração e o tamanho das partículas vão depender do hábito alimentar e do
tamanho do peixe.
Despesca
Tipos de despescas: TOTAL e PARCIAL
- Total: é aquela cuja finalidade é retirar todo o estoque do viveiro (reprodutores, juvenis,
alevinos).
Recomendações:
1. Esta operação nunca deve passar das 9:30 da manhã;
2. Os peixes deverão ter por destinos ambientes que diminuam o estresse;
3. O transporte deve ser rápido e seguro;
4. No caso de alevinos não transportar muitos de uma vez no puçá.
estoque.
Pode-se ou não baixar parcialmente o volume d’água;
Utilizar principalmente redes de arrastos com malha pré-definida se houver diferentes
tamanhos;
Para captura de reprodutores;
Para amostragem; e
Para vendas estratégicas.
Operação de peixamento
Definir o transporte a ser utilizado (sacos ou caixas);
Em sacos de 60 litros colocar 1/3 de água e 2/3 de oxigênio;
Alevinos de 5cm para viagem de 4 horas. 500 alevinos por saco;
Em caixa de fibra de vidro com aerador, 50Kg de peixes por metro cúbicos de água.
No caso de sacos plásticos deve-se deixar o saco lacrado flutuar no reservatório a ser
estocado por 15 minutos, depois abrir o saco e completar a água do saco com a água do
reservatório coma mão ou uso de recipiente de 0,5L para evitar choque térmico; e
Na caixa devemos verificar a temperatura da água, completar e misturar um pouco, se
for necessário.
Criação de larvas e alevinos
Larvas
1. Abastecer o viveiro obedecendo todas as recomendações de calagem, adubação e
tela na entrada de água;
2. Esta operação deve ser realizada 5 dias antes da estocagem das larvas;
3. Observar o estado da larva antes da estocagem, reflexos e estado geral, coração,
circulação, etc.
4. Estocar na densidade de 100/m2.
5. Fazer amostragem a cada 15 dias;
6. Fornecer ração conforme tabela pré-definida; e
7. Ao atingir 2,5cm a densidade cai para 16m2. Segunda alevinagem.
Criação de alevinos
1. Preparar o viveiro;
2. Estocar os alevinos na densidade de 1 a 10/m2.
3. Conhecer peso médio para calcular ração;
4. Fazer amostragem mensal para calcular biomassa; e
5. O final do cultivo vai depender do objetivo do produtor.
Manejo de algumas espécies de importância em aquicultura.
Família Cichlidae
Tilápias do Congo, Tilapia rendalli Boulenger, 1912; do Nilo,Oreochromis niloticus
(L.,1766), e de Zanzibar, O. hornorum (Trew.).
Reprodução natural
As tilápias do Congo, do Nilo e de Zanzibar apresentam desova parcelada, com primeira
maturação gonadal bastante precoce. Em nossas condições climáticas com 4 a 6 meses de
vida e menos de 15cm de comprimento total, dependendo das condições nutritivas. A primeira
espécie se acasala, quando da reprodução, e constrói ninhos, podendo chegar a 5 ou mesmo
10. A fêmea deposita os óvulos num deles, os quais são, ato contínuo, fecundados pelo macho.
O casal faz a incubação no próprio ninho. Este tem formato circular, é pouco profundo e
escavado, normalmente, em terreno lamacento. Após a desova, o casal dá toda proteção,
ficando sempre um dos exemplares sobre os ovos e larvas no ninho, arejando-os com as
nadadeiras. A fêmea é mais ativa neste trabalho. Os ovos são adesivos e a eclosão,
dependendo da temperatura, ocorre 3 a 4 dias após a desova. Em virtude do peso do saco
vitelino (reserva nutritiva) e da ausência de nadadeiras, as larvas passam 3 a 4 dias no ninho. A
partir daí, nadam livremente, em cardume compacto, sempre sob a proteção do casal. Com
cerca de 1 mês de vida os pequenos alevinos são abandonados pelos pais, pois estão aptos a
se defenderem de seus inimigos naturais. Neste momento, têm cerca de 3,0 a 3,5cm de
comprimento total.
O número de óvulos postos por uma fêmea numa postura varia de 1.000 a 6.000,
dependendo de seu peso, e ela pode desovar 4 a 6 vezes por ano, em intervalo de até 2
meses. Sempre entre duas desovas consecutivas há um período de repouso gonadal.
As tilápias do Nilo e de Zanzibar se acasalam somente no momento da desova e fazem incubação oral dos ovos. A desova ocorre em temperaturas acima de 20ºC, podendo chegar a
8 por ano, em intervalos de 5 a 7 semanas. Os machos destas espécies cavam ninhos, no piso
do viveiro ou outra coleção de água, em fundo lamacento ou arenoso e em lâminas de água de
0,30 a 1,50m. O diâmetro e profundidade daqueles são variáveis, o primeiro pode atingir
0,30m.
Em um dos ninhos a fêmea das tilápias do Nilo ou de Zanzibar deposita seus óvulos, os
quais são, concomitantemente, fecundados pelo macho, que lança sobre eles o sêmen.
Concluída a desova, a fêmea aspira os ovos para a boca, que se encontra dilatada, fazendo a
incubação oral. Após 3 a 4 dias, dependendo da temperatura, as larvas nascem,
permanecendo cerca de 4 dias na boca da fêmea, até que o saco vitelino seja absorvido. Após
isto, nadam livremente, em cardumes compactos, sempre sob a proteção da mãe. Esta, em
caso de perigo iminente para as larvas, recoloca-as na boca. Deste modo, a reprodutriz passa
cerca de 8 dias sem praticamente se alimentar. A proteção dada pela mãe aos alevinos não é
muito longa, podendo chegar a 4 semanas, quando eles se dispersam totalmente e aquela
parte para outra desova.
O número de ovos eliminados por uma fêmea das tilápias do Nilo ou de Zanzibar varia
com o peso dela, podendo chegar a mais de 1.000.
Reprodução em cativeiro
Para as três espécies, o processo se inicia com a seleção de reprodutores e
reprodutrizes, feita, preferentemente, a partir de tilápias nascidas na própria tilapicultura.
Devem ser selecionados indivíduos saudáveis (que não contraíram doenças), sem
deformações corporais e de bom desenvolvimento somático.
Para reprodução em cativeiro utiliza-se tanque ou viveiro, sabendo-se que as tilápias se
reproduzem em ambientes restritos.
O tanque para reprodução da tilápia do Congo tem área variando de 30 a 40m2 e ele
recebe 1 casal da espécie, formado através da sexagem, utilizando-se, para isto, peixes acima
de 100g, o que dá maior segurança contra erro na operação.
Exige certa prática na identificação do sexo em tilápias. O exame do poro genital revela
que a fêmea possui 3 orifícios (anterior o ânus, intermediário o oviduto e o posterior a uretra) e
o macho 2 (anterior o ânus e o posterior a uretra, onde se abre o canal seminífero). Além do
mais, o macho apresenta papila genital desenvolvida, algo pontiaguda, enquanto a fêmea a
tem menor e algo arredondada.
No tanque o casal de tilápia do Congo deve ser alimentado com vegetais, sendo mais
usados, em nossa Região, pirrichiu, Hidrotrix gardneri Hook, cunhã, Clitoria ternatae L., e outros vegetais herbáceos, principalmente leguminosas. Eles podem ser oferecidos à
requerimento. O casal deve ser alimentado, também, com ração balanceada, podendo ser a do
tipo engorda para galináceos ou para peixes, fornecida na base de 3% da biomassa por dia.
As pós-larvas da tilápia do Congo, logo que absorvem o saco vitelino, são alimentadas
com plâncton. Com 3 semanas de vida, os pequenos alevinos devem receber, juntamente com
o plâncton, ração balanceada, moída, fornecida à requerimento. A partir deste momento,
podem ser separados dos pais e estocados em tanque ou viveiro de alevinagem, na densidade
de até 10 peixes/m2. Quando alcançam cerca de 5cm de comprimento total, saem da fase
planctônica e consomem vegetais. Comem, também, detritos e insetos.
Quanto à reprodução das tilápias do Nilo e de Zanzibar em tanque, a prática de se
colocar 1 casal destes peixes por tanque não ofereceu bom resultado. Isto porque houve
frequente rejeição da fêmea pelo macho, o qual chegava a matar aquela. Deste modo, para
cada uma destas espécies, o tanque de reprodução, que tem área normalmente variando de 40
a 70m2, é estocado com machos e fêmeas, obtidos através da sexagem, feita nos moldes
descritos antes, na proporção de 1 reprodutor para 3 reprodutrizes. A densidade é de 1 peixe
para 2 a 4m2. As tilápias têm, quase sempre, 5 a 6 meses de idade e peso acima de 100g, pois
o número de óvulos postos depende do peso da fêmea.
No tanque de reprodução, reprodutores e reprodutrizes são alimentados com ração
balanceada, comercializada para galináceos ou para peixes, fornecida na base de 3% da
biomassa/dia e em duas refeições. Podem-se usar, também, dietas suplementares (tortas de
mamona, algodão, babaçu; farelos de trigo, arroz, soja e amendoim; farinhas de carne, carne e
osso e de peixe), também fornecidas na base de 3% da biomassa/dia. Ração balanceada
moída deve ser lançada, à requerimento, na água do tanque, destinada aos alevinos.
À medida que alcançam 2cm de comprimento total, os alevinos são capturados no
tanque de reprodução, com auxílio de rede de arrasto seletiva (malha de 1cm) , isto é, que os
capture, deixando os menores . Aqueles são estocados em tanque ou viveiro de alevinagem,
áreas variáveis, na densidade de até 10 peixes/m2. Caso haja diferença de tamanho entre eles,
serão selecionados (pequenos, médios e grandes) e estocados separadamente. Neste
momento, obtém-se o peso médio dos alevinos, pois eles devem ser alimentados com
subprodutos agrícolas ou com ração balanceada, ambos fornecidos na base de 4 a 5% da
biomassa/dia, em duas refeições. O tanque de reprodução deve ser esvaziado pelo menos
uma vez ao ano.
Na reprodução das tilápias em viveiros estes apresentam áreas que variam de 100 a
5.000m2, dependendo da quantidade desejada de alevinos. Antes de receberem reprodutores e reprodutrizes o viveiro é esvaziado, limpo, deixado 5 a 7 dias vazio (com piso e taludes
expostos ao sol), submetido a calagem (100g/m2 de cal, espalhada no piso e nos lugares
úmidos), adubado (200 a 400g/m2 de esterco de bovinos, suínos ou galináceos) e cheio com
água, até seu nível máximo de repleção. Após 5 a 7 dias, recebe machos e fêmeas de uma das
três espécies, na densidade de 1 peixe para 1 a 5m2 . No caso da tilápia do Congo, a proporção
é de 1 reprodutor para 1 reprodutriz. Para as outras duas espécies, ela é de 1:3,
respectivamente. Os peixes devem apresentar peso acima de 100g e são selecionados como
dito antes.
A alimentação de reprodutores e reprodutrizes no viveiro de reprodução é idêntica a
indicada para os mesmos no tanque de reprodução. A adubação antes referida deve se repetir
a cada mês. Contudo poderá ser diminuída e até interrompida, caso haja depleção na taxa de
oxigênio dissolvido na água do viveiro ou alterações em outros parâmetros (pH, por exemplo).
Os alevinos com comprimento total acima de 2cm são retirados do viveiro de
reprodução, com rede seletiva ou mediante esvaziamento, sendo estocados em viveiro de
alevinagem, com área variando de 200 a 5.000m2, na densidade de até 10 peixes/m2,
dependendo do tamanho dos mesmos. Aqui eles são alimentados nos moldes indicados para o
tanque de alevinagem. Se os alevinos forem poucos, podem ser estocados em tanque.
Quer se realize em tanque ou em viveiro a alevinagem pode durar 45 a 60 dias e termina
quando os peixes alcançam 30 a 40g de peso, sendo submetidos a sexagem e os machos
estocados em viveiro de engorda. Isto no caso das tilápias do Nilo e do Congo, pois a de
Zanzibar não vem sendo usada com este mister.
Nos cultivos de tilápias pode ocorrer superpopulação no tanque ou viveiro, devida a
rusticidade, precocidade e prolificidade delas. Isto origina grande número de indivíduos de
pequeno porte no reservatório. O problema pode ser resolvido pelo cultivo unissexual, no qual
são criados principalmente os machos, por crescerem quase o dobro das fêmeas, quando da
mesma idade e criadas nas mesmas condições ambientais e de alimentação, e o controle
populacional com predadores.
Indivíduos 100% machos, ou quase isto, de tilápias, para cultivo em regime de engorda,
podem ser obtidos mediante a sexagem manual, antes descrita e facilmente realizável quando
se examina peixes com peso acima de 30g, a hibridação e a reversão sexual.
Reversão sexual da tilápia do Nilo
Consiste no tratamento de pós-larvas com hormônios andrógenos (masculinizantes)
sendo o mais usado o 17-methyl-testosterona, na dosagem de 60 mg/kg de ração. Após pesagem, o hormônio (na forma de pó) é diluído em 20ml de álcool absoluto (95% álcool, no
mínimo), sendo, em seguida, acrescentada à solução obtida até 2 litros do mesmo álcool. Após
isto, a nova solução é misturada uniformemente com a ração, numa operação feita com as
mãos, usando-se, no entanto, luvas e máscara contra pó, cobrindo o nariz. A ração + hormônio
são postos para secar, à sombra e em camadas de até 5cm, por 24horas. É necessário que a
ração seja finamente moída, passada em peneira com malhas de 1mm, para que as pós-larvas
possam degluti-la.
O tratamento hormonal inicia-se com pós-larvas de até 10 dias de vida e com
comprimento total inferior a 14mm (preferentemente abaixo de 10mm) e peso médio de 0,02g.
Aquele dura 4 semanas, geralmente. A taxa de arraçoamento das pós-larvas em tratamento
hormonal é de 15 a 20% da biomassa/dia, em 4 refeições (7, 11, 13 e 17 horas).
Para obtenção das pós-larvas a reprodução da tilápia do Nilo pode-se utilizar tanques ou
viveiros, preparados. Utiliza-se reprodutrizes e reprodutores com peso acima de 200g,
geralmente, e na proporção de 3:1, respectivamente. A densidade de estocagem é de
1peixe/m2. Os peixes em desova são alimentados com ração balanceada, com teor protéico
entre 25 a 35%, fornecida na base de 3% da biomassa/dia, em duas refeições.
Após 15 dias do acasalamento, inicia-se a captura de pós-larvas no tanque ou viveiro de
reprodução, utilizando-se rede de arrasto, com cerca de 10,00m de comprimento e 0,70m de
altura, ou puçá com cabo longo, ambos confeccionados com filó, tipo mosqueteiro. As coletas
podem ser feitas diariamente, obtendo-se 100 a 150 pós-larvas/fêmea/mês.
As pós-larvas capturadas são levadas, em baldes de plástico, para pequenos tanques
cobertos, medindo 3 x 1 x 1m, onde são selecionadas. O selecionador é do tipo peneira, com
malhas de 3mm. As pós-larvas que passam nas malhas seguem para a reversão, pois têm
cerca de 10 dias de vida, comprimento total entre 10 a 14mm e peso médio de 0,02g. As
retidas nas malhas serão descartadas, pois têm mais de 10 dias de vida.
A reversão pode ser feita em gaiola ou em tanque. A primeira mede 1,00 x 1,00m e tem
profundidade de 0,80m, ficando 0,60m submersa e 0,20m fora da água. Sua estrutura pode ser
de madeira ou de cano plástico (PVC) de 1/2”. Em ambos os casos, usa-se tela milimétrica de
náilon. A gaiola é flutuante, mediante dois canos de plástico (PVC), rígido, de 75mm, com
tampões nas extremidades. Ela pode ser colocada dentro de um viveiro, tanque, açude ou
outros reservatórios (desde que não hajam predadores). A densidade de pós-larvas nas gaiolas
de reversão varia de 2.000 a 4.000/m3.
O tanque para reversão tem, geralmente, área menor do que 10,00 m2 e profundidade
média de 0,80 a 1,00m. Muito comum é que tenha 3m2. É construído em alvenaria de tijolo, revestida com argamassa de cimento/areia, sendo dotado de sistemas de abastecimento e de
esgotamento/renovação de água. A densidade de estocagem máxima recomendável é de até
4.000 pós-larvas/m3.
Em qualquer caso, após o tratamento hormonal a percentagem de machos revertidos
pode chegar a 98%.
Família Arapaimidae Ou Osteoglossidae.
Considerações gerais
A principal espécie desta família para nosso País é o pirarucu, Arapaima gigas Cuvier,
originária da bacia amazônica e aclimatizada na região Nordeste, pelo Departamento Nacional
de Obras Contra as Secas (DNOCS), a partir de 1939.
Também na bacia amazônica ocorre outro Arapaimidae, de relativa importância para a
pesca comercial, o aruanã, Osteoglossum bicirrhosum.
O pirarucu se constitui num dos mais importantes peixes de águas interiores do Brasil.
Alcança mais de 3,00m de comprimento total e peso acima de 250kg. É um carnívoro não
voraz, apesar de seu porte avantajado.
Reprodução natural
O pirarucu alcança a primeira maturação gonadal entre o quarto e o quinto anos de vida
e com comprimento total acima de 1,20m. Macho e fêmea se acasalam e cavam ninho (buraco)
em solo preferentemente argiloso (barro), tarefa executada principalmente pelo reprodutor. O
local é de água rasa, pois dificilmente a profundidade ultrapassa 1,50m. O ninho pode ter até
0,50m de diâmetro e profundidade de 0,20m, aproximadamente. A espécie é de desova
parcelada, isto é, se reproduz o ano todo. Contudo, entre os meses de dezembro a maio ocorre
a maior incidência de desovas, nas condições climáticas do Nordeste brasileiro.
Quando sexualmente maduro, a região superior da cabeça do macho de pirarucu fica
bastante enegrecida, como também todo o dorso do peixe. Os flancos, ventre e parte da região
caudal assumem intensa coloração vermelha. Esta mudança se constitui, pois, num caráter
sexual secundário extragenital e seu aparecimento denota que o pirarucu está apto a se
reproduzir. É interessante notar que a coloração escura é mantida pelo macho até quando ele
dispensa proteção à prole, pois quando, por qualquer motivo, é privado da companhia dos
filhotes (desova), poucos dias depois as regiões superiores da cabeça e do dorso retornam a
coloração castanha normal. Assim, o reprodutor assume a coloração negra com o intuito de
proteger larvas e pequenos alevinos contra inimigos naturais, pois os peixinhos têm o hábito de nadarem sobre aquelas regiões.
A fêmea de pirarucu apresenta somente um ovário, situado nos dois terços posteriores
da cavidade abdominal, em posição látero-mediana-esquerda, abrindo-se no orifício genital.
Numa reprodutriz de 1,90m de comprimento total o ovário mediu 495mm e pesou 650g, tendo o
mesmo apresentado, por contagem, o seguinte conteúdo: óvulos maiores e de cor verde
escura, maduros, 47.040; ovócitos com tamanho médio e cor verde clara, em maturação,
46.735; e ovócitos pequenos e de cor amarela clara, imaturos, 86.730. Portanto, do total de
180.505 células, somente 47.040 óvulos encontravam-se em condições de serem liberados na
água para fecundação, na primeira desova, enquanto que as outras células continuariam em
processo de desenvolvimento.
A pequena resistência que os óvulos oferecem quando se tenta separá-los do estroma e
suas dimensões (2,0 a 2,5mm) indicam que os mesmos atingiram a completa maturação. A cor
deles é verde escura. Também a do ovo. Este se assemelha, na cor e na forma, a semente do
quiabo.
O fato de se encontrar óvulos em diferentes estádios de maturação num mesmo ovário,
corrobora a afirmativa feita antes, de que se trata de espécie de desova parcelada.
O testículo do pirarucu pode ser considerado, também, como órgão impar, pois só se
desenvolve o do lado esquerdo, enquanto que o do lado direito apresenta-se atrofiado e com
comprimento reduzido a 1/10 do outro. Um macho de 1,88m de comprimento total apresentou
testículo esquerdo medindo 260mm e o direito apenas 25mm.
No ato da desova a fêmea da espécie libera os óvulos no ninho e sobre os mesmos o
macho lança o líquido espermático. A fecundação é externa (peixe ovulíparo). Concluída a
desova, o reprodutor permanece nadando sobre o ninho, movimentando as nadadeiras
peitorais e ventrais, promovendo, assim, a aeração dos ovos e, posteriormente, das larvas,
dando-lhes boa vitalidade e desenvolvimento. Enquanto isto, a fêmea permanece nadando
pouco distante do local do ninho, exercendo toda proteção contra a aproximação de
predadores. Às vezes, revezam-se em suas tarefas.
O período de incubação é de, aproximadamente, 4 dias, dependendo da temperatura da
água. A larva recém-eclodida apresenta toda a margem superior transparente, desde a cabeça
até a cauda, a parte inferior, correspondente ao saco vitelino, inteiramente clara. A reserva
nutritiva é volumosa. O casal dá proteção aos alevinos até que os mesmos atingem cerca de 2
meses de idade e estão aptos a se defenderem de seus inimigos naturais.
Reprodução em cativeiro
Começa com a seleção de reprodutores e reprodutrizes, preferentemente feita com peixes nascidos e criados na própria estação de piscicultura. Devem ser escolhidos exemplares
saudáveis, sem deformações corporais e de bom desenvolvimento somático, ou seja, escolhese
peixes que mais crescem em relação a outros de mesma idade e criados em idênticas
condições. A seleção definitiva é feita quando os pirarucus alcançam a primeira maturação
gonadal, entre 4 a 5 anos de idade.
Machos e fêmeas são mantidos em viveiros escavados no terreno natural, com área
variando de 1.000 a 5.000m2 e profundidade média acima de 1,10m. A proporção é de 1
reprodutor para 1 reprodutriz, sendo a densidade de estocagem de 1 peixe para 100m2 de
viveiro, quase sempre.
No viveiro de reprodução os pirarucus são alimentados com peixes mortos, inteiros ou
cortados, podendo-se usar tilápias, Tilapia spp e/ou Oreochromis spp, criadas na própria
piscicultura. Outros produtos de origem animal podem ser utilizados, tais como restos do
processamento. Em todos os casos, o alimento deve ser fornecido na base de 3% da
biomassa/dia.
Antes de receber machos e fêmeas da espécie o viveiro é esvaziado, limpo, submetido a
calagem (100g/m2 de cal, espalhada nos lugares úmidos), adubado (250g/m2 de esterco de
bovinos, aves ou suínos) e cheio com água, até seu nível máximo de repleção.
Até o quarto dia de vida as larvas permanecem praticamente imóveis no ninho, feito no
fundo do viveiro, em virtude da ausência de nadadeiras e do peso do saco vitelino. Este está
praticamente absorvido do quinto ao sexto dias de vida das pós-larvas e estas nadam
livremente e se alimentam do meio externo. Neste momento elas são perfeitamente visíveis,
pois atingiram 17 a 18mm de comprimento total e nadam sobre a cabeça e dorso do pai. De
momento a momento vêm à superfície, sorver oxigênio. Disto se aproveita o técnico para
capturá-las com rede de arrasto, confeccionada em tarlatana (malha de 5mm) ou em filó, tipo
mosqueteiro, sendo elas conduzidas para a alevinagem. Já se separou 11.403 pós-larvas
oriundas da desova de um casal.
Alevinagem
Pós-larvas e pequenos alevinos de pirarucu não podem ser criados em companhia dos
pais, pois fatalmente serão vitimados pelo nematelminto Goezia spinulosa Diesing, que vive no
aparelho digestivo do peixe adulto sem, aparentemente, causar-lhe nenhum problema.
Contudo, através das fezes do pirarucu adulto ovos do verme terminam no plâncton, sendo
ingeridos pelos copépodos (Ciclops e Diaptomus). Assim, quando a pós-larva ou o pequeno
alevino se alimenta do copépodo infestado, contrai o verme e morre.
A alevinagem pode ser feita em tanque ou viveiro. Quando em tanque este deve ter área superior a 40m2 e recebe até 20 alevinos/m2. Antes da estocagem dos peixes aquele é
esvaziado, limpo e cheio com água, até seu nível máximo de repleção. Nos primeiros 20 dias
de vida os alevinos são alimentados com plâncton, capturado em viveiro adubado ou em
açude, desde que não contenham pirarucus adultos. Após o vigésimo dia aqueles recebem
piabinhas e pequenas tilápias, ambas fornecidas vivas e à requerimento. No segundo mês de
vida, os alevinos consomem piabas, alevinos de tilápias e camarões, todos vivos e fornecidos à
requerimento, pois os pirarucus medem cerca de 100mm de comprimento total.
Na alevinagem em viveiro este deve ter área entre 400 a 5.000m2. A densidade de
estocagem é de até 5 alevinos/m2, oriundos do viveiro de reprodução. Antes da estocagem, o
viveiro de alevinagem deve ser preparado nos moldes descritos para o de reprodução. Após o
vigésimo dia da estocagem, deve-se colocar piabinhas, pequenos alevinos de tilápias ou
pequenos camarões, todos vivos, para servirem de alimento para os alevinos do pirarucu.
Em tanque ou viveiro a alevinagem dura cerca de 2 meses, quando os pirarucus são
levados para povoamento de açudes ou estocagem em viveiros de engorda.
Engorda do pirarucu
É recente a criação desta espécie em regime de engorda, o que vem acontecendo em
diversos países da bacia amazônica, principalmente Brasil e Peru.
A engorda é feita em viveiro, com área inferior a 5.000m2, quase sempre. Ela se inicia
com peixes em torno de 100mm e a densidade de estocagem é de, no máximo, 2.000
indivíduos/ha. Os pirarucus são alimentados com peixes, quase sempre tilápias, fornecidas
vivas ou mortas, pela facilidade de produção das mesmas na piscicultura. Utiliza-se, ainda,
outros peixes de pequeno ou nenhum valor comercial ou diferentes produtos de origem animal,
tais como resíduos do processamento. Normalmente os alimentos são fornecidos na base de
3% da biomassa/dia.
A duração da engorda é de, aproximadamente, 1 ano, quando os pirarucus alcançam
12kg ou mais de peso, com taxa de sobrevivência que chega a 100%, pois a espécie é muito
rústica e tem respiração complementar, através de modificações da bexiga natatória.
Famílias Prochilodontidae, Anostomidae E Characidae
Considerações gerais
Nestas três famílias encontramos importantes espécies, do ponto de vista econômico,
ocorrentes nos rios brasileiros.
A Prochilodontidae é representada, principalmente, pelo gênero Prochilodus, ao qual
pertencem as curimatãs pacu, P. marggravii Walbaun, 1792, e a comum, P. cearaensis
Steindachner, 1911; o curimbatá, P. scrofa; e a curimatã, P. insignis. Destaca-se, ainda, o
gênero Semaprochilodus, com as espécies amazônicas conhecidas vulgarmente como jaraqui,
S. brama e S. nigricans. Estas espécies, aliadas a outras daquela família, se constituem
importantes peixes dos rios brasileiros.
As espécies do gênero Prochilodus caracterizam-se por terem lábios grossos, móveis,
providos de várias séries de minúsculos dentículos. Preferem ambientes lênticos, embora se
reproduzam em águas correntes. São peixes iliófagos.
De importância para a pesca interior em nosso País, encontramos, na família
Anostomidae, os gêneros Leporinus e Schizodon. O primeiro tem maior importância. São
peixes herbívoros, podendo, eventualmente, consumirem moluscos e outros alimentos
disponíveis. Apresentam dentes dispostos numa única série no pré-maxilar e mandíbula. O
maxilar é pequeno e desprovido de dentes.
No gênero Leporinus, cujos peixes apresentam 6 a 8 dentes incisívos em cada prémaxilar,
inclinados, quase sempre, para frente (tipo dente de rato), salientam-se as seguintes
espécies, todas muito aprecidadas pelos pescadores: piau verdadeiro, também chamado
piapara, L. elongatus; piau comum, L. fridericii; e aracu, L. fasciatus fasciatus.
Na família Characidae encontramos os gêneros Colossoma e Piaractus, ambos com
importantíssimas espécies, tanto do ponto de vista da exploração pesqueira como da criação
em viveiros, tais como o tambaqui, Colossoma macropomum Cuvier, 1818; a pirapitinga,
Piaractus brachypomus (Cuvier, 1818),e o pacu caranha, P. mesopotamicus (Holmberg, 1887).
As duas primeiras são da bacia amazônica, tendo sido aclimatizadas no Nordeste brasileiro
pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e usadas no povoamento de
açudes e rios e cultivos em viveiros, com excelentes resultados.
Nos rios amazônicos o tambaqui atinge mais de 30kg de peso e a pirapitinga 25kg.
Ambas se constituem, ao lado do pirarucu e dos tucunarés, nos peixes mais importantes,
comercialmente, daqueles rios. O pacu caranha ocorre nas bacias Araguaia-Tocantins e do rio
Paraná.
O curimbatá é da bacia do Paraná. O jaraqui e o aracu são da bacia amazônica. A
curimatã pacu é nativa do rio São Francisco e foi introduzida em açudes e rios nordestinos pelo
DNOCS. Isto ocorreu, também, com o piau verdadeiro, que é encontrado nas bacias do São
Francisco e do Paraná.
Curimatã comum e piau comum são nativos dos rios nordestinos, compreendidos entre o
São Francisco e o Parnaíba, sendo, utilizados no povoamento de açudes e outras coleções de
água da Região.
Todas as espécies supracitadas são de desova total (periódica), com maturação gonadal
se processando numa só época do ano, coincidindo com o período de maior vazão dos rios
(estação das chuvas). Com elas ocorre o fenômeno comumente chamado de piracema, que
consiste numa intensa migração reprodutiva, rio acima, provocada pelo instinto da desova.
Para alguns autores, o esforço desprendido pelos reprodutores e reprodutrizes, bem como o
estímulo provocado pela “água nova” aumenta a concentração de hormônios nos peixes,
principalmente os gonadotrópicos, o que provoca a maturação final, ovulação e desova.
Por isso, os peixes das famílias Prochilodontidae, Anostomidae e Characidae são aqui
estudados em conjunto, no que diz respeito a desova, seleção e criação em ambientes
confinados. Utiliza-se a propagação artificial para obtenção de ovos, larvas, pós-larvas e
alevinos daquelas espécies em cativeiro.
A curimatã comum atinge até 2.700g de peso e a pacu chega a mais ou menos 10kg. O
piau comum dificilmente ultrapassa a 800g, já o verdadeiro atinge mais de 7kg. Dai a vantagem
da introdução das duas espécies do rio São Francisco nos açudes e rios intermitentes do
Nordeste brasileiro. Além do mais, elas são precoces e bastantes apreciadas pelas populações
interioranas.
Reprodução natural
Embora não se reproduzam naturalmente em águas paradas, as espécies estudadas
passam, na época apropriada, pelo processo da maturação gonadal, até a conclusão da
vitelogênese. Se não houver condições ambientais para a desova (por exemplo, cheias nos
rios), captadas pelos órgãos dos sentidos e transmitidas ao hipotálamo, os peixes não
desovam, havendo, em consequência, a regressão gonadal, ou seja, a reabsorção de seus
conteúdos gonadais.
A maturação gonadal, até completada a vitelogênese, se processa em açudes, lagoas,
poços dos rios e até no próprio curso de água. Contudo, a maturação final, ovulação e a
consequente desova só ocorrem na migração rio acima (piracema).
Na natureza, os peixes de piracema, no ato da desova, eliminam, na massa de água,
seus óvulos, os quais são, concomitantemente, fecundados pelos espermatozóides liberados
pelos machos, havendo, portanto, fecundação externa.
Na desova os machos nadam emparelhados com as fêmeas e, quase sempre, aquela
ocorre nas cabeceiras dos rios e riachos, em lugares de água mais ou menos tranquila, isto é,
com pequena correnteza. Os ovos são arrastados pela correnteza, o que lhes garante boa
oxigenação e o consequente desenvolvimento. Alevinos e juvenis das espécies estudadas
crescem, normalmente, em açudes, lagos, lagoas e outros ecossistemas ricos em plâncton e demais alimentos naturais.
Nota-se, do exposto, que reprodutores e reprodutrizes não dão nenhuma proteção ativa
às proles. Por isto, são peixes muito prolíferos. Curimatãs podem eliminar numa desova 150 a
200 mil óvulos por kg de peso corporal. Fêmeas de tambaqui e pirapitinga até 100 mil. Estes
valores estão bem próximos aos obtidos para curimatã, curimbatá e piaus.
A reprodução natural dos peixes reofílicos ocorre no período das chuvas, quando se
verificam cheias nos rios. As fêmeas ovadas de tambaqui permanecem nas depressões dos
rios amazônicos aguardando a subida das águas para realizarem a migração reprodutiva. No
Nordeste brasileiro curimatãs e piaus aguardam nos açudes, lagoas, poços de rios etc as
cheias dos cursos de água, a fim de subirem para a desova.
Nas condições do Nordeste e Norte do Brasil o tambaqui e a pirapitinga alcançam a
primeira maturação gonadal do terceiro ao quarto ano de vida. Curimatãs e piaus com um ano
de idade.
A reprodução dos peixes em água corrente se constitui num cuidado parenteral passivo,
pois os ovos são dispersos em grandes áreas. Além do mais, a água é turva e bem oxigenada,
quase sempre. Os metabólitos que se desenvolvem nos ovos são eliminados. A corrente
transporta ovos e larvas para lagoas, lagos, açudes, etc., onde os mesmos se desenvolvem
rapidamente. Também larvas e pós-larvas são transportadas para áreas recém-inundadas,
onde encontram alimentos disponíveis.
Os peixes aqui estudados são de climas tropical e equatorial, com exceção do curimbatá
e do pacu caranha, que vivem também em clima sub-tropical. Piau verdadeiro é encontrado em
regiões tropical e sub-tropical. Tambaqui, pirapitinga, curimatãs pacu e comum, piaus comum e
verdadeiro, jaraquis, curimatá e aracus se reproduzem em temperaturas acima de 25°C, com
ótimo entre 28 a 30°C. No Nordeste do Brasil o amadurecimento gonadal destes peixes ocorre
no período de dezembro a junho. Embora sejam encontrados indivíduos maduros fora deste
período.
Pacu caranha e curimbatá podem se reproduzir em temperaturas pouco abaixo de 25°C.
Normalmente estes peixes amadurecem no período de outubro a janeiro. Mais comumente, nos
meses de novembro e dezembro.
Propagação artificial
As espécies aqui estudadas não se reproduzem naturalmente em cativeiro, embora
amadureçam suas gônadas até o final da vitelogênese. Para se conseguir ovos, larvas, póslarvas
e alevinos há que propagá-las artificialmente, empregando-se a técnica da hipofisação.
Os peixes em estudo dividem-se, sob o aspecto da propagação artificial, em dois grupos:
espécies que quando hipofisadas se reproduzem naturalmente em tanque e aquário, como
ocorre com as curimatãs (comum e pacu), com o curimbatá, com os píaus (comum e
verdadeiro), com o jaraqui e com os aracus e espécies que assim não procedem, exigindo a
extrusão para que se obtenha óvulos e sêmen, como ocorre com tambaqui, pirapitinga e pacu
caranha. Contudo, tendo em vista as vantagens da extrusão, esta técnica vem tendo uso
generalizado para todas as espécies acima citadas.
Para fins didático, vamos tomar como espécies padrões para descrição da propagação
artificial a curimatã pacu (com técnicas idênticas às usadas para curimatã comum, curimatá,
curimbatá, jaraqui, piaus comum e verdadeiro e aracus) e o tambaqui (cujas técnicas são as
utilizadas para pirapitinga e pacu caranha).
Seleção e manutenção de reprodutores e reprodutrizes
Ao se necessitar formar plantéis de reprodutores e reprodutrizes de curimatã pacu e
tambaqui, deve-se criar alevinos em condições especiais, ou seja, baixa densidade de
estocagem em viveiro natural, este sempre bem fertilizado, recebendo os peixes ração
balanceada.
Em todos os casos, devem ser escolhidos peixes saudáveis (que não contraíram
doenças), sem deformações corporais (ausência de anomalias) e que apresentem crescimento
rápido (bom desenvolvimento somático). Sobre este último aspecto, quando se estoca póslarvas
ou alevinos destas espécies em tanque ou viveiro, nota-se, no final da criação, que
alguns indivíduos cresceram mais rápido do que outros, devendo serem selecionados para
futuros reprodutores e reprodutrizes, pois, com grande probabilidade, são geneticamente mais
voltados para rápido crescimento. Não há nenhum caráter sexual extragenital que permita a
sexagem da curimatã pacu e do tambaqui, quando juvenil ou em repouso gonadal. Por isto,
reprodutores e reprodutrizes são definitivamente selecionados quando atingem a primeira
maturação gonadal.
No início da criação destes peixes numa piscicultura deve-se conseguir boas linhagens
criadas em instituições públicas ou privadas.
Aqui também há que se saber quantos peixes, machos e fêmeas, ou quilogramas deles,
serão necessários para a reprodução, isto é, nos plantéis de reprodutores e reprodutrizes.
Também qual a relação entre machos e fêmeas.
No caso da curimatã pacu, os peixes apresentam, quase sempre, 0,8 a 2,0kg e idade até
quatro anos. Tambaquis nos plantéis pesam, geralmente, 3,0 a 8,0kg e têm 4 a 8 anos de
idade. Para aquela a relação reprodutor e reprodutriz é de 2 para 1 ou de 3 para 2,
respectivamente. Para tambaqui 1 para 1 a 1 para 2.
Para as duas espécies pode-se estimar que de cada quilograma de reprodutriz obtenhase
100.000 ovos, 80.000 larvas, 60.000 pós-larvas e 30.000 a 35.000 alevinos com 1 mês de
idade. Isto na propagação artificial com extrusão. Em se deixando a curimatã pacu se
reproduzir naturalmente em aquário, após hipofisada, esses valores podem cair para 80.000
ovos, 60.000 larvas, 48.000 pós-larvas e 20.000 alevinos de 1 mês de idade. Baseado nestes
dados, no peso das reprodutrizes e no número de alevinos que se pretende produzir, calcula-se
a quantidade, em número de indivíduos e biomassa, daquelas.
A manutenção das espécies em policultivo é vantajosa. Algumas pisciculturas mantêm
tambaqui+curimatã pacu ou comum+piau comum ou verdadeiro; pirapitinga+curimatã comum
ou pacu+piau verdadeiro ou comum. Contudo, o policultivo pode causar traumatismos nos
peixes menores, quando eles apresentam grandes diferenças de peso (por exemplo, piau
comum e tambaqui). Saliente-se, ainda, o fato de que quando se captura exemplares de
alguma espécie para a propagação os indivíduos das demais podem ficar estressados.
Quer seja em mono ou em policultivo, deve-se usar a densidade de 1kg de reprodutor ou
reprodutriz para 10 a 15m2 de viveiro. Este deverá ser escavado no terreno natural, apresentar
área inundada de 1.000 a 5.000m2 e profundidades máxima de 1,60m, mínima de 0,80m e
média de 1,20m. Finalmente, é bom que possua sistemas de abastecimento, secagem e
renovação rápidos de água.
5.4 Fertilização e alimentação
A fertilização orgânica e inorgânica dos tanques e viveiros é a melhor maneira de
aumentar a produtividade piscícola.
É sabido que a fauna depende da flora. Na água, o bom desenvolvimento dos peixes é
função da proliferação das algas que compõem o fitoplâncton, que é alimento do zooplâncton
e, por sua vez, ambos são fundamentais para os peixes. As produções máximas só são
possíveis quando a flora aquática recebe quantidades adequadas de nutrientes.
De todos os elementos minerais considerados macro e micronutrientes essenciais para o
crescimento dos organismos vegetais, os que normalmente existem em quantidades inferiores
ao necessário para o melhor desenvolvimento do plâncton são os nitratos e os fosfatos. Por
essa razão, os tanques que não recebem contribuição de fertilizantes minerais são pobres em
plâncton e, consequentemente, em peixes.
Calagem: é necessária para corrigir o pH da água, isto é, deixá-la com valor próximo a 7.
Sempre que o pH estiver abaixo de 6,5 o piscicultor deve fazer a calagem. Além de corrigir o
pH, essa prática provoca a precipitação da matéria orgânica em excesso ou em suspensão,
estimula o ciclo dos nutrientes.
Os produtos mais utilizados são o calcário dolomítico e a cal viva, aplicados diretamente
no fundo do viveiro na época do esvaziamento para o manejo dos peixes ou lançado na
superfície da água. A aplicação do calcário deve ser feita pelo menos uma semana antes da
adubação. A quantidade varia com o pH e a natureza do solo. A cal viva também serve para a
desinfecção dos tanques e viveiros e eliminação de peixes e larvas de insetos nocivos aos
ovos e às larvas dos peixes em criação. A estocagem dos peixes e o enchimento do viveiro só
devem ser feitas, pelo menos, 20 dias após a aplicação da cal.
Adubação química: realizada com os mesmos adubos químicos empregados
normalmente na agricultura. Os mais utilizados são o fósforo (superfosfato) e o nitrogênio. Os
fertilizantes químicos podem ser lançados na superfície da água ou em baldes perfurados com
flutuador de isopor.
Adubação orgânica: essa é uma prática que deve o piscicultor deva ter preferência, pois
além de ser mais econômico, serve como alimento direto para algumas espécies de peixes. Os
estercos mais utilizados são os de galinha, suínos e bovinos. A quantidade a ser distribuída
varia com o tipo.
Quando a reserva vitelínica acaba, o peixe procura o alimento natural, dessa forma inicia
a diferenciação do hábito alimentar. No ambiente natural, os alimentos procurados pelos peixes
são ricos em energia e em proteína de alto valor biológico, além de possuir uma excelente
fonte de vitaminas e minerais. Nesses ambientes os indivíduos escolhem entre os diversos
itens existentes os que melhor suprem suas exigências nutricionais e preferências alimentares,
conseguindo balancear suas dietas.
Quando a produtividade da água não consegue sustentar o crescimento adequado dos
animais, principalmente devido a alta densidade de estocagem, então é necessária fornecer
alimento artificial. Nas criações intensivas e superintensivas, todos os nutrientes devem ser
oferecidos através de dietas balanceadas, visando o máximo desenvolvimento dos animais.
O alto valor nutritivo e comercial do pescado são considerados razões suficientes para
intensificação dos processos de produção, objetivando maior produtividade em menores áreas,
menor tempo e menores custos. Conhecimentos de nutrição e manejo alimentar são
imprescindíveis para o sucesso do produtor, pois o alimento artificial tem uma participação
significativa nos custos de criação dos animais aquáticos.
A nutrição envolve processos fisiológicos que suprem as necessidades nutricionais,
englobando a ingestão, digestão, absorção e o transporte de nutrientes dentro do corpo, além
da retirada do excesso e excreção dos metabólitos.
A alimentação artificial não é uma mera mistura de ingredientes, pois os animais
aquáticos têm os seus requerimentos no que se refere à proteína, gordura, carboidratos,
vitaminas e minerais, de modo a satisfazerem as suas necessidades fisiológicas de
manutenção, crescimento e reprodução. Os requerimentos variam com a espécie, idade,
estado fisiológico, e condições ambientais e estresse.
Aos nutricionistas, cabe a certeza de que somente os animais que recebem alimento em
quantidade e qualidade adequadas, conseguem externar potencial produtivo máximo.
5.5 Reprodução
Reprodução de peixes
Reprodução é o processo pelo qual uma espécie se perpertua, transmitindo a seus
descendentes as mudanças genéticas que lhes foram impostas pelas variações ambientais
(Vazzoler, 1996).
Estratégia reprodutiva é o conjunto de características que uma espécie deverá
manifestar para ter sucesso na reprodução, de modo a garantir o equilíbrio da população, para
tanto o ambiente tem papel fundamental para tornar uma espécie apta ou não àquela região.
Podemos citar como táticas por exemplo:
- modo como algumas espécies utilizam os recursos energéticos;
- desencadeamento do processo hormonal;
- tipo de fecundação, interno ou externo;
- estilo reprodutivos, se não guardadores, guardadores ou carregadores;
- comprimento e idade da primeira maturação gonadal;
- época (s) de desova;
- número de período reprodutivo durante o tempo de vida da espécie;
- Tipo de desenvolvimento ovocitário;
- fecundidade, tamanho do indivíduo, condições ambientais;
- tempo de incubação e período de eclosão, características de cada espécie.
O conhecimento do ciclo biológico e os estoques (espécies) são a base de toda
exploração na piscicultura onde tem importância principalmente a alimentação natural e a
qualidade da água onde se pretende empreender o cultivo.








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